Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 15/04/2021

No período medieval, a corpulência das pessoas era sinônimo de saúde e riqueza, visto que poucos tinham acesso contínuo a fontes alimentares de carboidratos e lipídios.  No entanto, esse estilo de vida pretensioso tem gerado, ao longo do tempo, o aumento de peso da população, afetando a saúde pública brasileira. Nesse contexto, tornam-se evidentes como  consequências de tal causa  o aumento de problemas crônicos gerados pelo excessivo consumo de alimentos não saudáveis, como também a cultura do sedentarismo.

Sob esse viés, pode-se apontar como efeito do problema a maior tendência de desenvolver doenças cardíacas. De acordo com o Hedonismo, o prazer é o sentido da vida. Todavia, a lógica hedonista gera o aumento da obesidade, visto que o consumo excessivo de alimentos processados ​​e hipercalóricos, que gera prazer momentâneo, provoca o acúmulo de gorduras no organismo. Com isso, o desequilíbrio alimentar amplia a propensão a desenvolver outras doenças, configurando uma sociedde menos saudável.  Assim, a falta de um pensamento crítico que foque na manutenção da saúde a longo prazo e meça as consequências dos atos dificulta a solução da problemática.

Ademais, há a questão do sedentarismo que influi decisivamente no controle  da  obesidade. Segundo Zygmunt Bauman, uma sociedade moderna se pauta no imediatismo. Tal característica está presente na base da obesidade, uma vez que as pessoas buscam opções de alimentos  fáceis de serem consumidos, como os alimentos industrializados, e optam por não praticarem esportes que demandam tempo e grande gasto energético. Por conseguinte, percebe-se uma sociedade sedentária, devido ao imediatismo social, que influencia em seus hábitos esportivos. Logo, é necessário intervir na base sociocultural para a resolução de tal obstáculo.

Portanto, é imprescindível atuar de forma estratégica sobre esse problema. Para isso, o Poder Público deve investir em campanhas que visam o controle da obesidade e a adoção de exercícios físicos, por meio da destinação de verbas para o Sistema Único de Saúde, a fim de reverter o cenário hostil que afeta a saúde brasileira. Tal ação pode, ainda, ser divulgada pelos portais midiáticos, como Tvs e redes sociais, para que a população tome conhecimento dos efeitos que tal situação provoca ao organismo humano e a necessidade de adotar um estilo de vida saudável. Feito isso, o Brasil poderá reverter panorama alimentar criado em épocas passadas.