Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 16/06/2021
No documentário norte-americano “ Que raio de saúde” há a exposição da relação intrínseca entre a má alimentação - decorrente do consumo exacerbado de produtos processados - e os efeitos negativos na saúde, uma vez que, a epidemia da obesidade é um problema mundial advindo, principalmente,dessa prática de consumo. Por conseguinte, tal hábito resulta em grandes custos para a saúde pública e, por isso, essa doença crônica deve ser combatida a fim de estimular hábitos saudáveis. Ademais, para uma melhor avaliação, é importante ressaltar a cultura do “ fast food” e os prejuízos decorrentes dessa epidemia.
Em primeiro plano, a cultura do “ fast food” reverbera o estilo de vida contemporâneo, em que a produtividade laboral é priorizada em detrimento da saúde e impacta, sobretudo, na qualidade de vida. Nesse sentido, o filósofo Byung Chul Han ratifica tal hábito em sua obra “ Sociedade do cansaço”, uma vez que relaciona essa sociedade - na qual há uma autocobrança para um alto desempenho- e os maus hábitos como consequência, visto que, a rapidez é imposta e o consumo de comidas prontas se torna viável, corroborando para um quadro de aumento de peso e, posteriormente, de obesidade. Com efeito, a cultura do “ fast food” é um dilema atual que deve ser contido para uma eficaz promoção de saúde pública e qualidade de vida.
Em decorrência disso, os prejuízos dessa alimentação rica em produtos processados - com alto teor de sódio e açúcar - resulta em comorbidades associadas, como hipertensão e diabetes e é fator de risco para outras doenças. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer ( Inca) os gastos de câncer relacionados à obesidade entre adultos ficou em 1,4 bilhões do total de 3,5 bilhões aplicados em 2018 pelo governo federal na rede do Sistema Único de Saúde ( SUS). Tais dados comprovam os efeitos da obesidade na saúde pública, de modo que o investimento em atenção básica se faz necessário para conter gastos com doenças crônicas associadas. Logo, urge o estímulo a uma alimentação saudável.
Em suma, percebem-se os malefícios da obesidade na saúde pública.Portanto, cabe ao Ministério da Saúde promover ações para o enfrentamento da obesidade no Brasil - juntamente com as sociedades médicas- por intermédio de informações sobre alimentação saudável, atividade física e rotulagem informativa, na perspectiva de mitigar a cultura do “ fast food”. Além disso, cabe às Unidades Básicas de Saúde promoverem ações em Atenção Primária, por meio do controle alimentar - em uma ação conjunta de nutricionistas com a Família- com o fito de reduzir os prejuízos dos maus hábitos alimentares e, assim, minimizar os gastos públicos com doenças crônicas. Assim, ter-se-á uma sociedade mais informada sobre os riscos de alimentos processados tal qual o documentário expõe.