Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 31/10/2021
Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (doravante DUDH) garante a todos os indivíduos o direito à saúde, à igualdade e ao bem-estar social. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que a obesidade encontra-se efetivada na sociedade. Desse modo, a negligêcia governamental em consonância com a pressão social são os principais pilares para esses conflitos.
Nesse sentido, vale ressaltar a inoperância estatal como impulsionadora da problemática. Destarte, de acordo com o IBGE, 60% das Unidades Básicas de Saúde não possuem nutricionistas, endocrinologistas e psicológos. Sob esse viés, denota-se que os obesos possuem seu direito à saúde negligenciado, pois, sem o apoio de especialistas, as pessoas acima do peso não sabem o que fazer e os perigos que o excesso de gordura pode ocasionar. Dessa forma, a obesidade aumenta cada vez mais entre a população.
Ademais, vale salientar a cobrança social como perpetuadora do impasse. Por essa perspectiva, segundo o sociológo Émile Durkheim, em sua análise da socidade, os distúrbios psicológicos advêm da insatisfação de um indivíduo com o outro ou consigo mesmo. Sob essa ótica, a população com sobrepeso, ao não conseguirem adequar-se ao padrão social de corpo magro, desenvolvem transtornos mentais como, a depressão, ansiedade, anorexia e bulimia.
Portanto, com intuito de mitigar a obesidade, urge que o Estado, como promotor e garantidor do bem-estar social, disponibilize subsídios para que o Ministério da Saúde reverta essa verba em contratação de profissionais que, por meio de workshops, nas escolas, atenderiam a população acima do peso e ensinariam a ter bons hábitos alimentares. Além disso, é mister a mídia divulgar a importância de respeitar as diferenças físicas de cada um. Somente assim, a DUDH entrará em completo vigor.