Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 22/05/2021

Em “O Auto da Barca do Inferno”, Gil Vicente, o pai do teatro português, tece uma crítica ao comportamento vicioso do século XVI. Fora da ficção, o Brasil do século XXI demonstra as mesmas conotações no que se refere à obesidade, uma vez que é perceptível o consumo compulsivo da sociedade e os efeitos que ela agrava na saúde pública. Nesse sentido, pode-se afirmar que a má influência midiática e a busca por prazeres instantâneos agravam essa situação.

Convém ressaltar, a princípio, que as propagandas que estimulam o desejo de consumir esses alimentos não saudáveis é um fator determinante para a persistência do problema. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, acaba influenciando na consolidação do problema. Dessa maneira, dados divulgados pelo G1 em 2016, informando que cerca de 10% da população brasileira é obesa, terão porcentagens cada vez maiores.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão busca do prazer. Segundo o Hedonismo, filosofia grega, o prazer é o bem supremo da vida humana. Nesse viés, a busca por prazeres instantâneos é justificada como o sentido da vida moral. No entanto, essa busca caracteriza-se como um agravador não questão da obesidade, atuando fortemente em sua base. Assim, a falta de um planejamento racional e menos imediatista impede que o problema seja resolvido, podendo, inclusive trazer consequências que agravam a situação como por exemplo: diabete e pressão alta, que podem levar a um possível óbito.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para isso, é imprescindível que as mídias- responsáveis por informar a sociedade- divulguem, por meio das redes sociais, campanhas que conscientizem a população sobre a importância de se ter hábitos alimentícios saudáveis. Ademais, esse projeto deve ser passado dentro das salas de aula para que os futuros cidadãos possam saber os malefícios das comidas não saudeis , a fim de tornar esse povo mais crítico, para que desse modo os índices de obsesidade no país possam diminuir. Talvez, assim, seja possível construir um país em que Bourdieu pudesse se orgulhar,