Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 29/05/2021

Após o período da revolução industrial a tecnologia evoluiu constantemente, assim como as redes de “fast-food” e as comidas enlatadas. Entretanto, na atual conjuntura social brasileira, tais avanços possibilitaram o aumento de diversos malefícios, como a obesidade e os seus efeitos na saúde pública. Dentre os fatores que evidenciam essa problemática é possível citar a ineficiência de políticas públicas relacionadas à saúde. Além disso, a irresponsabilidade midiática corrobora o agravamento do cenário descrito. Portanto, urgem campanhas estatais para amenizar esse preocupante quadro.

De acordo com a realidade supracitada, é relevante ressaltar, de início, que há negligência das ações do Poder Público referente à saúde populacional. Consoante o pensamento aristotélico, presente na obra “Ética a Nicômaco”, é dever do governo garantir a integridade social. Contudo, percebe-se que essa vertente não transcende o postulado filosófico, uma vez que o Estado é falho e não há a informação necessária sobre as mazelas geradas por uma má alimentação e a ausência de atividades físicas, pois se não existe a circulação de notícias conscientizando e incentivando a população a melhorar seus hábitos, a mesma tende a ter uma queda da qualidade de vida devido aos casos de obesidade. Em virtude disso, é inaceitável que essa questão ainda perdura, já que esses fatores gerarão superlotação do serviço público de saúde e a queda de expectativa de vida.

É imprescindível pontuar, ainda, que a parcialidade da mídia é outro aspecto preocupante. Nesse contexto, o cenário descrito pode ser comprovado pela teoria presente na obra “Consequências da Modernidade”, do sociólogo Anthonny Giddens, cujo conceito revela uma sociedade moldada por valores questionáveis. Segundo essa linha de raciocínio, a mídia fazer propagandas irresponsáveis de serviços de “fast-foods” e incentivar o consumo excessivo dos alimentos produzidos por eles é um valor duvidoso, haja vista que essas propagandas apenas induz o telespectador a consumir esses produtos e não noticia sobre suas consequências - na qual está inclusa a obesidade -. Sendo assim, infelizmente, essa problemática se torna mais preocupantes, tendo em vista que essa realidade gera outros problemas de saúde, como hipertensão e diabetes.

Destarte, após observar o cenário descrito, são improrrogáveis ações governamentais. Nesse sentido, o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Saúde, órgão responsável pela saúde pública, deverá redefinir as políticas públicas. Essa ação será realizada em parceria com a mídia, por meio da maior divulgação de informações sobre as consequências da obesidade e pela explicação de como combatê-la, além da promoção de atividades físicas, a fim de diminuir os riscos dessa doença. Dessa forma, problemas causados pela revolução industrial serão amenizados.