Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 08/07/2021
Com o advento do mundo globalizado, no século XX, houve mudanças na esfera do trabalho, visto que muitos dos serviços que surgiram não exigem esforços físicos, como os empregos convencionais. Nesse sentido, esse processo, auxiliado por uma alimentação rica em alimentos industrializados excessivamente calóricos, prática comum na atualidade, colaborou com o surgimento da obesidade no país, a qual é um problema de saúde pública, já que gera impactos nesse sistema. Dessa maneira, tanto o fornecimento de tratamento às doenças desencadeadas pela obesidade, quanto o atendimento médico a outro males gerados por essas, são alguns desses empecilhos.
Em primeiro lugar, de acordo com o médico brasileiro Drauzio Varella, a obesidade é uma condição que colabora com o surgimento de inúmeras doenças, como a hipertensão arterial e as diabetes. Nessa perspectiva, inúmeros obesos podem desenvolver essas enfermidades, o que é um grande problema à saúde pública brasileira, dado que essa deve oferecer tratamentos às patologias que poderiam ser evitadas pelos indivíduos. Consequentemente, muitos recursos públicos da saúde, os quais seriam capazes de ser utilizados para auxiliar outros setores da sociedade, são gastos no tratamento dos males causadas pelo excesso de peso.
Por outra óptica, segundo o Ministério da Saúde, em um levantamento realizado em 2013, 57% da população acima dos 18 anos está acima do peso no Brasil. Sob tal óptica, evidencia-se que grande parte dos brasileiros são obesos, o que é um grande empecilho aos cidadãos, pois a obesidade possibilita o surgimento de doenças cardiovasculares, que podem resultar em AVCs e ataques cardíacos. Desse modo, esse processo impacta a saúde pública, posto que essa é a responsável pelo atendimento da maioria dos indivíduos que sofrem esses males súbitos, que assim como outras enfermidades, poderiam ser evitadas pelos sujeitos, caso praticassem ações saudáveis.
Portanto, a fim de combater os impactos causados pela obesidade no sistema público de saúde, deve o Ministério da Saúde, em parceria com a SECOM, criar publicidades, em meio digital e analógico, que incentive os cidadãos a prática de atividades físicas, e a uma alimentação saudável. Além do mais, deve o Ministério da Educação, por meio de normas, implementar na educação brasileira o ensino de práticas saudáveis, que promova ensinamentos sobre nutrição e exercícios físicos. Logo, se tais ações forem realizadas, a saúde pública será menos impactada pela obesidade, porque os indivíduos serão incentivados a ações saudáveis, o que reduz o excesso de peso.