Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 11/07/2021

No período Paleolítico, como evidencia a estatua de Vénus de Willendorf, idealizava-se a imagem da mulher com características de obesidade, uma vez que a associava à ideia de fertilidade. Entretanto, hodiernamente, entende-se que a obesidade, independentemente do sexo, trata-se de uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal e por desencadear inúmeros machos à saúde - de problemas cardiovasculares a diabetes. Logo, o enfrentamento e a prevenção da enfermidade no Brasil passa pela desconstrução da veneração midiática aos alimentos ultraprocessados ​​e pela reeducação alimentar.

De início, é inteligível que influência midiática contribui para a tendência de sobrepeso entre os brasileiros. O sociólogo alemão Theodor Adorno relata que a publicidade emprega a técnica da persuasão com o objetivo de modelar o comportamento humano. Nesse sentido, uma divulgação constante de alimentos ultraprocessados, em sua maioria não saudável, bem como a esses produtos às datas comemorativas, cenas de família, à escola ou ao trabalho influenciam na adoção de hábitos alimentares inadequados pela população. Destarte, o continuísmo de tal postura midiática inviabiliza o enfrentamento da obesidade no Brasil.

Ademais, os maus hábitos alimentares da população brasileira impossibilitam a luta contra a adiposidade. O filósofo Sêneca afirma que a vontade do indivíduo em ser curado faz parte da sua própria cura. Entretanto, no Brasil atual, nota-se que a falta de discussão sobre os malefícios dos alimentos industrializados bem como a desinformação da população brasileira sobre a relação do consumo de produtos ultraprocessados ​​e a epidemia de obesidade inviabilizam a mudança dos hábitos alimentares já enraizados. Dessa forma, faz-se necessário uma população instruída na adoção de uma alimentação saudável com o fito de prevenir o acúmulo excessivo de gordura corporal.

Portanto, é imprescindível que medidas urgentes sejam tratados no sentido de reverter esse quadro alarmante. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde e à mídia proporcionar debates periódicos e eventos sociais em nível nacional, por meio de campanhas de caráter popular e da divulgação - em rádio, televisão, jornal e internet - de cartilhas informativas, a fim de instruir a população sobre os malefícios do consumo diário de alimentos ultraprocessados ​​e sobre a importância da reeducação alimentar para o enfrentamento e prevenção da adiposidade. Assim, será consolidada uma sociedade consciente que, assim como afirma Sêneca, busque e pratique as necessárias para a precaução e o tratamento da obesidade.