Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 20/07/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social caracteriza-se pela ausência de conflitos e problemas. Fora da ficção, no entanto, o que se observa no Brasil contemporâneo é o oposto do que o autor apresenta, uma vez que as implicações da obesidade exibem barreiras, as quais dificultam a concretização das ideias de More. Nesse viés, esse cenário antagônico é fruto do falho sistema educacional, tendo como consequência o colapso do sistema de saúde.

Primeiramente, vale destacar que a educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Nesse sentido, levando em conta que o Brasil está entre as 15 maiores economias mundiais, seria racional acreditar que a nação possui um complexo educacional eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é refletido nos altos índices de obesidade na população, haja vista a ausência, nas escolas, de disciplinas e projetos voltados à educação alimentar e sua importância, ocorrendo, dessa maneira, a formação de indivíduos alienados sobre a temática. Assim, vê-se o carente conjunto de ensino brasileiro como impulsionador da obesidade.

Faz-se mister, ainda, ressaltar os efeitos da problemática supracitada. A respeito disso, segundo pesquisas divulgadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde), as elevadas taxas de indivíduos obesos causarão, futuramente, a crise de sistemas de saúde devido aos altos custos com cuidados de doenças ligadas à obesidade como hipertensão, diabete e infarto. Nesse cenário, o direito de acesso à saúde por meio de programas públicos como o SUS (Sistema Único de Saúde) seria inviável a muitos cidadãos, uma vez que significativos recursos financeiros necessitariam ser direcionados ao tratamento dessas doenças. Desse modo, verifica-se uma das inúmeras consequências da obesidade no Brasil.       Portanto, cabe ao MEC (Ministério da Educação), por intermédio de alterações na grade curricular das escolas do país, instituir disciplinas e projetos que discutam a respeito da obesidade a fim de gerar, desde cedo, indivíduos conscientes sobre o assunto bem como suas inferências para a sociedade. Ademais, com o mesmo objetivo, o MEC deve, mediante o uso de verbas governamentais, gerar e difundir campanhas publicitárias nas redes sociais que alertem a população sobre os perigos relacionados a essa patologia. Dessa forma, os efeitos da obesidade no Brasil seriam, em médio e longo prazo, amenizados e a coletividade estaria um passo mais próxima da “Utopia” de Thomas More.