Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 23/07/2021

A prevalência da obesidade no mundo merece atenção, pois de acordo com os dados do Vigitel o aumento de 11,8% para 19,8% entre 2006-2018 entre a faixa etária de 25-44 anos requer rápidas mudanças de comportamentos. Sendo assim, esse sério problema de saúde gera impactos ao sistema de saúde e aos indivíduos acometidos, dessa forma, a implementação de ações efetivas para conscientizar a população se faz necessário. Além disso, destaca-se que a obesidade não é um fator isolado, mas acompanhado de alterações na saúde, como vasculares e renais.

A princípio, é essencial delimitar as causas do ganho excessivo de peso, sendo comum a inatividade física e o desequilíbrio alimentar, ou seja, consumo de alimentos industrializados em quantidade superior ao valor energético gasto. Para isso, o Ministério da Saúde lançou o Guia Alimentar para população brasileira, pautada em ações de redução da obesidade, pois hipertensão arterial, diabetes, infarto, acidente vascular encefálico podem ser sérias consequências do ganho de peso, e de acordo com os dados estatísticos vigentes a projeções tornam esse problema catastrófico, caso nenhuma meta seja traçada.

Com isso, as metas para redução da obesidade devem priorizar uma alimentação saudável, principalmente entre crianças em fase escolar e adultos jovens, cujo consumo alimentar é pouco nutritivo, além disso, a instalação de doenças nessa faixa etária acarretaria sérios desarranjos a saúde a longo prazo. Ademais, destaca-se que é uma condição prevenível e sua incidência contribui para o aumento dos gastos públicos e internações prolongadas nos hospitais, que de modo geral, não apresentam desfechos favoráveis e podem impactar na economia nacional, tendo em vista os afastamentos prolongados por incapacidades, aposentadoria por invalidez ou óbito.

Em suma, cabe as mídias sociais, como internet, televisão e rádio, a divulgação de informações educativas sobre a importância da alimentação saudável, com imagens apelativas, para que assim o consumo de frutas, legumes, verduras, proteína e a prática de atividade física sejam vistos como elementos essenciais para plena saúde. Assim como, o Ministério da Saúde e da Educação precisam realizar capacitação das equipes de saúde para o desenvolvimento de ações informativas nas unidades de saúde, como palestras, cartazes e folders, e principalmente a criação de um ambiente propício para a fala, onde os pacientes se sintam acolhidos e escutados, e que indiretamente essas ações resultem na redução de casos de obesidade e dos gastos públicos.