Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 13/08/2021
A OMS, Organização Mundial de Saúde, em 1946, definiu saúde como “um estado de bem estar físico, metal e social”. No entanto, apesar do conceito ter sido atribuído no século XX, hoje, tal questão ainda é um desafio na sociedade brasileira, já que os efeitos da obesidade na saúde pública é um problema que persiste. Diante disso, fatores como os desequilíbrios psicológicos e a má administração financeira favorecem a existência desse entrave.
Constata-se, a princípio, que os desequilíbrios psicológicos são causa expressa da obesidade tornar-se um problema de saúde pública. Nesse sentido, Hipócrates, considerado o pai da medicina, afirmou que o homem saudável é aquele que possui um estado físico e mental em harmonia. Com efeito, em relação aos estígmas causados pela obesidade no Sistema de Saúde Pública, uma afirmação do autor não pode ser confirmada no Brasil, uma vez que os indíviduos com traumas ou doenças mentais -como depressão ou problemas familiares- especialmente pessoas que usam medicações psiquiátricas, possuem predisposição para o ganho excessivo de massa corpórea, tornando a temática uma fonte de problemas e caos para os cidadãos prejudicados e para a saúde coletiva.
Além disso, nota-se que a má administração financeira é fator coadjuvante do impasse. Segundo dados da Lei Orçamentária Anual do Governo Federal (PLOA), em 2017, o Governo bloqueou 42 bilhões de reais com gastos públicos, sendo que parte desse dinheiro era destinado ao SUS. Nessa lógica, verifica-se que há uma insuficiência orçamentária para tratar de matérias como os impactos da obesidade na saúde brasileira e, sendo essa área essencial na sociedade, não é difícil prever consequências graves, bem como o surgimento de doenças cardiovasculares e complicações metabólicas, que situação trará às vítimas da obesidade. Assim sendo, faz-se primordial a reformulação desse cenário.
Portanto, são necessárias medidas para combater o aumento dos índices de obesidade no Brasil. O Governo Federal, por meio de um programa de capacitação de recursos, deve criar uma campanha com foco no setor público, que estimule o investimento público em diversas áreas sociais, principalmente em relação às consequências da obesidade na saúde pública. Tal programa deve ter foco principal nas necessidades financeiras do SUS, podendo ser por meio da ampliação de verbas à saúde, tendo como objetivo o desenvolvimento social e o combate à obesidade. Espera-se, dessa forma, que o corpo social pode estar em constante avanço. Somente assim, a definição da OMS, designada em 1948, consumará todo sentido.