Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 26/08/2021
O filósofo e economista John Stuart Mill propôs durante o século XIX o postulado conhecido como “O Ideal do Utilitarismo”. No qual destaca que ações governamentais devem visar o bem - estar comum. Entretanto, ao trazermos esta teoria para a contemporaneidade é evidente que o desempenho do Estado acerca da obesidade é falho. Nesta lógica, concerne dizer que a obesidade em xeque no Brasil é um problema de saúde pública.
Em primeira instância, cabe destacar o papel do Sistema Único de Saúde (SUS) em relação ao sobrepeso. Este papel ocorre, uma vez que apesar do tratamento para obesidade ser gratuito o SUS não apresenta vagas, o que acaba por ocasionar a morte de pacientes obesos enquanto esperam na fila por uma oportunidade. Esta situação é um exemplo da teoria da “Cidadania de Papel”, proposta pelo autor e escritor Gilberto Dimenstein. Apesar do cidadão ter a garantia do cumprimento da lei, assegurada pela Constituição, não é o que acontece na prática. Desse modo, é imprescindível que a garantia de vagas no SUS seja para todos, é lamentável a morte de indivíduos enquanto esperam na fila por uma oportunidade.
Ademais, cabe dar ênfase aos problemas emocionais e psicológicos envolvidos com a obesidade. Isto acontece, na medida em que o grupo de pessoas com sobrepeso se sente deslocado do restante da comunidade, além dos julgamentos e ofensas que sofrem por serem obesos. Um exemplo que retrata essa realidade é o verso: “Veloso, o Sol não é tão bonito para quem vem do Norte e vai viver na rua”, escrito pelo musicista Belchior em sua música “Fotografia Três por Quatro”. Dessa maneira, o verso em destaque se relaciona com os problemas emocionais e psicológicos envolvidos com a obesidade. Para mais, é necessário a conscientização da população acerca de críticas e julgamentos.
Torna - se evidente, portanto, a questão da obesidade em xeque no Brasil. Mediante o exposto, cabe ao Ministério da Saúde realizar uma reforma no Sistema Único de Saúde (SUS), com o redirecionamento de verbas para criação do número de vagas necessárias para atender toda a população brasileira. Espera - se, portanto, que os cidadãos não sejam levados a óbito esperando em uma fila por uma oportunidade de tratamento.