Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 27/08/2021
A Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro, garante a todos os indivíduos o direito à saúde. Contudo, na hodierna sociedade verde-amarela, há uma irrisória repulsão aos efeitos da obesidade, a qual afeta, de acordo com o portal de notícias “G1”, 41 milhões de pessoas, devido, majoritariamente, à inoperância governamental e à má formação socioeducativa.
Diante desse cenário, vale ressaltar o “Pacto Social”, do contratualista John Rawls, ao inferir que o Estado deve garantir os direitos imprescindíveis dos indivíduos, como a saúde e o bem-estar. No entanto, é evidente o rompimento desse contrato quando se observa a ausência de propagandas ilustrativas, nas mídias digitais, que tecem os benefícios de uma dieta balanceada e da prática de exercícios físicas para a saúde humana. Nesse âmbito, o longa-metragem “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, de 2005, retrata quão maléfico pode se tornar o hábito de ingerir, rotineiramente, os alimentos ultra processados, a exemplo da obesidade. Nesse universo diegético, Augustus Gloop, visando ser selecionado para compor a excursão à renomada fábrica, influenciado por sua mãe, passa a consumir exaustivamente os “Chocolates Wonka” - disfunção alimentar essa que, fora da ficção, na contemporaneidade, infelizmente, é bastante evidente no país tupiniquim.
Além disso, alude-se ao pensamento do intelectual Paulo Freire, ao evidenciar que, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.” Sob essa perspectiva freiriana, percebe-se a importância do estímulo das escolas para a formação de indivíduos íntegros e conscientes, haja vista que há muitos jovens que não conhecem as consequências inerentes a uma má alimentação para a saúde - visto que esse tema não é, na maioria das vezes, devidamente abordado durante as aulas de Ciências e de Biologia -, como, segundo o médico e cientista Dráuzio Varella, em entrevista ao programa televisivo “Fantástico”, o progresso de comorbidades permanentes; tanto a obesidade quanto o desenvolvimento da aterosclerose.
Portanto, são essenciais medidas operantes para a reversão da obesidade no Brasil. Para tanto, cabe ao Ministério da Saúde transmitir, por intermédio de suas redes sociais, comerciais, apresentados por nutricionistas, a respeito dos métodos que retardam, em longo intervalo de tempo, o desenvolvimento de doenças alimentarias. Ademais, compete ao Ministério da Educação - órgão responsável pela administração dos aspectos educacionais da nação - trabalhar nas escolas, no componente curricular de Ciências e de Biologia, os malefícios intrínsecos a uma não alimentação regrada, por meio de pesquisas on-line realizadas pelos próprios discentes, a fim de elucidá-los sobre a necessidade de evitar a ingestão de comidas com um elevado teor de colesterol, tal qual os chocolates.