Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 31/08/2021
A discussão sobre saúde física e bem estar tornou-se mais comum no Brasil. Esse fato é reflexo do aumento acentuado nos casos de doenças crônicas em consequência da obesidade. Nessa perspectiva, segundo a revista Veja, mais da metade da população do país sofre com sobrepeso. Desse modo, é evidente que fatores como o precário sistema educacional brasileiro, como também o posicionamento do Estado diante desse infortúnio têm contribuído para esse cenário.
A princípio, nota-se que o modelo educacional brasileiro é conteudista, nesse sentido, mecanizado. Essa forma de ensino, segundo o educador Paulo Freire, estimula apenas a competitividade entre os estudantes. Dessa forma, o conceito de cidadania e participação social deixa a desejar na formação educacional dos jovens brasileiros, os quais, ausentes de uma educação que estimule o pensamento crítico, acabam a buscar sucesso financeiro e negligenciam sua saúde física, a incluir, assim, na sua dieta alimentos industrializados no intuito de ter praticidade nas refeições. Destarte, em consequência dessa atitude, muitos brasileiros estão acometidos por doenças crônicas, como o diabetes, por exemplo.
Em segundo plano, o posicionamento do Estado também cumpre papel relevante para o aumento da obesidade na população, pois, apesar de haver na Constituição Federal, de 1988, o direito à saúde, não existem políticas efetivas, como o incentivo à atividade física para que haja a prevenção no acúmulo de gordura. Esse fato é consequência da política de saúde pública do país que orienta o tratamento para a correção, dessa forma, muitos cidadãos só procuram atendimento médico quando já estão acometidos por alguma doença crônica.
Fica evidente, portanto, a necessidade que indivíduos e instituições públicas cooperem para mitigar a obesidade no Brasil. Para isso, o Ministério da Saúde deverá, junto às escolas, desenvolver projetos educacionais, como a semana da saúde, com estudo de casos e peças teatrais que possam conscientizar os jovens sobre a importância de uma boa alimentação para a prevenção de doenças crônicas como a hipertensão, por exemplo. Além disso, deverá investir em políticas públicas nas mídias de massa, com propagandas incentivando a população praticar atividades físicas, a mostrar, nesse senido, a relação entre o sedentarismo e o aumento de doenças ligadas ao acúmulo de gordura.