Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 21/09/2021
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. De maneira análoga a isso, os efeitos decorrentes da obesidade na saúde pública crescem exponencialmente. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: falta de educação nutricional e detrimento da saúde.
Em primeiro plano, evidencia-se o déficit da educação nutricional como agravante no revés. Desse modo, o filósofo inglês, John Locke, dissera que o homem nasce como ‘‘uma folha em branco’’. Nesse sentido, podemos analisar que à falta de ensinamento prévio sobre a nutrição acaba por inferir que gerações passem ensinamentos errados a respeito da alimentação, sem explicar os malefícios que uma alimentação baseada na cultura ‘‘Fast Food’’ pode ocasionar, como por exemplo: aumento de peso, que elevado a obesidade, acaba podendo desencadear doenças crônicas como a hipertensão, diabetes e até mesmo a depressão. Assim, as crianças não detém do raciocínio completamente desenvolvido e acabam escolhendo seus alimentos baseados em sabores exuberantes que não existem em comidas convencionais, ocasionando futuramente em adultos com o paladar excludente a alimentos ditos saudáveis. Logo, infelizmente, enquanto não houver uma ressignificação nesse ensinamento, as futuras gerações continuarão sofrendo deste problema, sem encerrar o ciclo errôneo da alimentação.
Ademais, é notório o detrimento da saúde como coadjuvante na questão. Sendo assim, de acordo com com o Instituto Nacional do Câncer, a obesidade aumenta o risco de doenças mortais como diabetes, do coração e pelo menos 13 tipos de câncer. Por esse ângulo, além das adversidades citadas, outro meio que causa detrimento da vida do indivíduo é o pensamento social de que a pessoa obesa é inteiramente culpada por suas ações, excluindo uma cultura de consumo desenfreado que privilegia alimentos ultraprocessados ao invés dos naturais, esse pensamento acaba por desmotivar pessoas em estado de obesidade à praticar exercícios físicos e mudar seus hábitos, já que toda culpa acaba por cair nela e ela se sente mal, agravando possíveis casos de depressão. Sendo assim, é ilógico pensar que uma sociedade que vise o progresso continue com hábitos nocivos a saúde de seus indivíduos e somente uma alteração neste pensamento poderá mudar o futuro.
Portanto, indubitavelmente, é visto que medidas devem ser tomadas para reduzir os efeitos da obesidade na saúde pública. Por conseguinte, cabe ao governo federal, por meio do poder Legislativo, alterar as leis escolares vigentes, implementando no currículo básico escolar a matéria de educação nutricional, a fim de que futuramente a sociedade tenha redução dos casos de doenças e dos estigmas decorrentes da obesidade. Então, a tese iluminista se concretizará.