Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 16/10/2021

A penúria de alimentos e o medo coletivo da fome decorridos da Segunda Guerra Mundial resultaram na produção de alimentos baratos, instantâneos e de baixo valor nutricional. Infelizmente, as indústrias alimentícias continuam estimulando e lucrando com a venda desse tipo de comida, sem se preocupar com a qualidade e os malefícios que fazem à população. Um dos principais resultados da ingestão descontrolada desses alimentos é a obesidade, que já é considerada um dos maiores problemas para a saúde pública no Brasil e no mundo. Dessa maneira, é inegável que a problemática se desenvolve pela grande influência das indústrias alimentícias e a falta de educação nutricional.

Como o objetivo das empresas é basculado em atender a lógica do capitalismo, elas utilizam técnicas como o marketing, baixo custo e a praticidade para tornar a população dependente desses produtos, visto que estas ultrapassaram e ainda ultrapassam quanti/qualitivamente a necessidade nutricional recomendada. Segundo o filośofo Karl Marx, “As ideias dominantes numa época nunca passaram de ideias de uma classe dominante”, portanto a utilização desses alimentos não serão descartados tão cedo, com isso a população sucede cada vez mais ao sobrepeso, que causa complicaões cardíacas, pressão alta, diabetes entre outros. Consequentemente, -visto que no Brasil 10% da população já é obesa-  a rede de saúde pública fica cada vez mais sobrecarregada. Portanto, a ação e a influência dessas empresas é implausível, já que atingem diretamente a saúde das pessoas.

Ainda sob esse viés, grande parte da população é iludida e enganada com as propagandas e rótulos dessas indústrias. No documentário Muito Além Do Peso, é explicito como os indivíduos não sabem o que estão consumindo, e também como a obesidade é cada vez mais comum. Com esse aumento, cerca de 5% das despesas totais do Sistema Único de Saúde do Brasil são destinadas ao tratamento de doenças relacionadas ao sobrepeso. Entretanto, essa é uma medida paleativa ao problema, uma vez que a maioria dos indivíduos não tem noção e condições de se alimentar e emagrecer saudavelmente. Destarte, são extremamente necessárias medidas educativas que combatam o aumento de peso, e com isso, aliviem o sistema de saúde público.

Assim, fica claro que a obesidade é um percalço para a sociedade brasileira, e, para combatê-lo, o Ministério da Educação deve amplificar projetos educacionais relacionados à nutrição (para os estudantes e a família), redigidos por nutricionistas, a fim de concientizá-los sobre uma alimentação saudável. Além disso, o Poder Legislativo Federal, por meio de votação, deve criar uma lei que reduza as campanhas midiáticas enganosas das empresas alimentícias, reduzindo assim a ilusão do consumidor. Dessa forma, a redução da obesidade reduzirá também a demanda da saúde publica.