Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 05/11/2021
A Constituição Federal de 1988, documento que rege todo o ordenamento jurídico do Brasil, prevê em seu 6° artigo o direito à saúde. Entretanto, observa-se uma lacuna no que tange à questão da obesidade, segundo o Ministério da Saúde, uma a cada cinco cidadãos brasileiros são obesos. Com isso, o consumo excessivo e a omissão governamental perpetuam na problemática.
Diante desse cenário, é evidente que o consumo exacerbado, aspecto intrínseco do capitalismo, é um dos reveses. Conforme o filósofo Zygmunt Bauman, em uma sociedade líquido o consumo é a melhor forma de obter prazer. Porém, tal felicidade é momentânea e traz graves riscos para a eficácia física e psicológica do obeso. Desse modo, a Organização Mundial da Saúde (OMS), afirma que 77,3% da população não consomem a recomendação diária de frutas e hortaliças. Em suma, a má alimentação da comunidade brasileira poderá trazer doenças através do excesso de peso, como a diabetes e a hipertensão. Assim, a falta de uma análise cautelosa, que vise a longo prazo as consequências da cultura do consumo, é um dos empecilhos.
Além disso, a negligência estatal é um catalisador do impasse. Na obra “Levitã”, do filósofo Thomas Hobbes, o autor afirma que é responsabilidade do Estado garantir o bem-estar social. Contudo, tal comportamento não tem sido fomentado pelo governo, já que há um crescimento da obesidade no contexto brasileiro. Embora o Ministério da Saúde tenha criado três metas para diminuir significativamente o excesso de peso, tal medida não será de fato efetiva sem um investimento nas fiscalizações dos alimentos, de forma que essa é uma das melhores maneiras de concluir as meta. Ora, pois caso não ocorra uma aplicação de capital, será inviável a solução do problema.
Portanto, conclui-se que o Ministério da Saúde deve promover campanhas informacionais, divulgadas por meio de redes midiáticas, utilizando os serviços de influências digitais - para alcançar o maior número de pessoas - com o propósito alertar os perigos da falta de alimentos nutritivos nas refeições diárias. Por outro lado, a Secretaria de Educação deve promover debates em escolas, através de filmes e livros, incluindo perguntas aos advogados, com o intuito de ensinar aos estudantes seus direitos legislativos.