Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 08/11/2021

A Lei do SUS (Sistema Único de Saúde) preconiza a universalidade, integralidade e equidade do sistema brasileiro de saúde pública. Todavia, tal determinação não é efetivamente posta em prática, uma vez o SUS possui uma sobrecarga de gastos com, por exemplo, indivíduos obesos - fato que configura um preocupante problema. Tal conjuntura é intensificada pelo aumento de patologias e pela exclusão social de pessoas obesas. Dessa forma, medidas são fundamentais para alterar essa realidade.

Em primeira análise, cabe pontuar que o crescimento da população manifestando outras doenças amplia o problema. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde realizada pelo IBGE, em 2010, aproximadamente, 90 milhões de brasileiros apresentavam excesso de peso. Entretanto, a obesidade contribui para o desenvolvimento de outras patologias; sendo assim, esses brasileiros tornam-se suscetíveis a manifestarem problemas como hipertensão, diabetes, entre outros. Com efeito, o SUS tem suas despesas aumentadas, principalmente, com as farmácias populares, que disponibilizam medicamentos para um grande contingente populacional. Logo, urge discutir ações para minimizar esse impasse.

Posteriormente, é tácito elencar que o isolamento de pessoas obesas impacta negativamente na saúde pública. Segundo o sociólogo Pierre Bourdieu, “Habitus” é o conjunto de valores compartilhados na sociedade que desencadeiam uma opressão indireta. Sob esse viés, observa-se, hodiernamente, que o habitus ridiculariza e crítica corpos gordos, o que faz com que pessoas obesas sejam excluídas de diversos espaços. Consequentemente, o SUS necessita de mais investimentos voltados para o atendimento psicológico, já que esses indivíduos, frequentemente, ficam mentalmente prejudicados. Desse modo, é imprescindível a proposição de medidas capazes de atenuar a situação.

Portanto, ao analizar a sobrecarga do sistema se saúde coletiva, observa-se a influência desse no entrave social, o que exige um plano de ações eficientes para amenizar o problema. Posto isso, compete ao Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, por meio de investimentos governamentais, ampliar o plano nutricional da alimentação escolar e, com a capacitação de profissionais adequados, promover a reeducação alimentar dentro das instituições de ensino, a fim de previnir casos de obesidade no futuro e, como consequência disso, garantir que o SUS seja capaz de atender toda a demanda.