Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 11/11/2021
No Programa norte-americano “Quilos Mortais”, são mostradas as limitações e o sofrimento enfrentados por pessoas obesas em decorrência do mal-estar físico. Fora do universo televisivo, a obesidade também traz efeitos negativos para a saúde pública no Brasil, principalmente em função do sedentarismo e da má alimentação. Assim, faz-se mister mitigar a problemática em questão, por meio de mudanças no comportamento social.
Antes de tudo, é preciso observar as consequências da adiposidade para a saúde dos indivíduos. Nesse sentido, percebe-se que, de acordo com a Oraganização Mundial da Saúde (OMS), o excesso de gordura corpórea sem gasto energético pode ser responsável pelo surgimento de diversas patologias crônicas no organismo, especialmente as doenças cardiovasculares e as cardiopatias. Isso ocorre porque a gordura formada nas artérias a partir da ingestão de alimentos não saudáveis dificulta o fluxo sanguíneo. Desse modo, tal condição pode elevar a pressão arterial e promover a sobrecarga do coração, aumentando, assim, os riscos de infarto.
Outrossim, é válido pontuar o comportamento social como impulsionador do sobrepeso. Nesse cenário, o socólogo Pierre Bourdieu aponta, em seu conceito de Hábitus Primário, como os indivíduos têm o comportamento moldado a partir dos primeiros meios de socialização. Sob essa perspectiva, fica claro que o problema da obesidade se encaixa na teoria do autor, uma vez que, se uma criança cresce em uma família na qual hábitos alimentares ruins e sedentarismo são comuns, esse indivíduo em formação tende a repetir tais atitudes ao longo da vida, podendo tornar-se obeso.
Portanto, medidas devem ser tomadas para solucionar o impasse. Para Tal, o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, deve promover ações educativas em importantes meios públicos de socialização, como escolas e universidades. Tais atividades devem ser realizadas por meio de palestras que informem sobre a importância da prática de exercícios físicos e do consumo de alimentos saudáveis. Com isso, os indivíduos em formação aprenderão hábitos positivos, mitigando os efeitos da obesidade para a saúde pública no país. Por fim, as histórias mostradas no programa “Quilos Mortais” se limitarão ao cenário da ficção.