Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 16/11/2021

Segundo o filósofo Platão, a qualidade de vida é tão relevante quanto o viver em si. Todavia, percebe-se que, no Brasil, essa ideia está distante de ser cumprida, pois, de forma inaceitável, a obesidade tem efeitos gritantes na saúde pública, o que afasta a sociedade de atingir o bem-estar. Dessa forma, fica claro que a negligência estatal, bem como o consumo exacerbado de alimentos ultraprocessados são alguns dos precursores da problemática.

Em vista disso, o tratamento pífio do Estado é um fator determinante para a persistência do problema. Nesse sentido, de acordo com o filósofo Schopenhauer, o homem é modelado por 3 ações: compaixão, egoísmo e maldade. Desse modo, é evidente que as desumanidades dos jogos de interesses pessoais levam o homem a agir de perversa, a exemplo do descaso com a saúde pública no país, o qual se expressa no aumento de obesos na sociedade, causando doenças como a hipertensão, diabetes e infarto, sendo um irrespeito descomunal com a comunidade e abranda o desenvolvimento coletivo. Sob essa análise, com base no artigo 6 da Constituição Federal, a qual traz a saúde como direito, é imprescindível uma alimentação mais saudável, com ajude de profissionais salutares.

Ademais, o consumo exacerbado de alimentos ultraprocessados é um dos entraves para desconstruir o obstáculo. Nessa perspectiva, o conceito geográfico de curvas de nível aborda que quanto maior o espaçamento entre dois locais, menor sua declividade, facilitando o deslocamento por esse caminho.Contudo, para serem resolvidos os entraves dentro desse contexto, faz-se necessário o distanciamento de alimentos industrializados, favorecendo uma alimentação saudável. Entretanto, há uma lacuna no que tange a saúde pública no Brasil, que tem sido negligenciada a qual se manifesta de forma nociva, e causa efeitos prejudiciais, como o AVC. Com isso, o pensamento do filósofo Platão dialoga com o conceito geográfico de curvas de níveis, posto que é dever do Estado investir em ações que mitiguem a obesidade, sendo indispensável a facilitação do caminho para isso.

Logo, cabe ao Ministério da Saúde - visto que é o responsável por estabelecer ações e diretrizes salutares - promover a melhoria na salubridade pública do país, por meio de palestras educacionais sobre a alimentação sadia e as consequências da obesidade, em colégios públicos e na mídia aberta, como a televisão e o rádio, mediante o auxílio de psicólogos, nutricionistas e professores, a fim de abrandar a negligência estatal e mitigar o consumo de produtos industrializados. Outrossim, o Estado deve estimular o consumo de frutas, legumes e verduras, por intermédio de projetos, os quais forneçam descontos em mercados para consumidores que optem por esses produtos. Tais ações promoverão, certamente, uma sociedade menos obesa e que atinge o bem-estar como afirma o filósofo Platão.