Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 17/11/2021
É indubitável que a Constituição Federal de 1988 visa garantir vida plena a todos os cidadãos brasileiros no meio em que vivem. No entanto, a legislação mostra-se insuficiente no que tange os impactos da obesidade na saúde pública. Isso ocasiona a lotação dos hospitais e centros de atendimento, e altos custos com a infraestrutura necessária.
Sob esse viés, analisa-se o descaso perante a alimentação adequada. De acordo com Arthur Schopenhauer: “O maior erro que o homem pode cometer é sacrificar sua saúde a qualquer outro benefício.”. À vista disso, entende-se que os indivíduos diversas vezes optam por comidas de preparação e consumo rápido como ultraprocessados e “fast-foods”, o que gera problemas de saúde a exemplo de obesidade, hipertensão e diabetes. Portanto, o corpo social afetado tende a frequentar mais o sistema de saúde e propiciar exarcebado número de pacientes. Logo, nota-se que o pensamento do filósofo é condizente com a realidade contemporânea.
Paralelamente à despreocupação, encontra-se o estado psicológico como fator determinante da obesidade. De acordo com o filósofo sul-coreano Byung Chul-Han, a elevada autocobrança da sociedade acarreta em sintomas de ansiedade e depressão, assim como o aumento do apetite. Nesse sentido, tais sintomas levam a população a desenvolver obesidade e, consequentemente, os gastos com remédios e tratamentos dos doentes sofrem ampliação. Assim, a distribuição de verbas precisa ser refeita e outras áreas acabam sendo afetadas por conta dessa alta exigência.
Em virtude dos fatos mencionados, é notório que medidas devem ser tomadas para a minimização desses efeitos. Sendo assim, o Poder Público - conjunto de órgãos governamentais que possuem autoridade para exercer atividades - tem o encargo de implementar o ensino sobre gestão do tempo nas escolas. Além disso, deve tornar obrigatória a existência de momentos laborais nos locais de trabalho, por meio de aulas e atividades transmitidas por profissionais da saúde. Para que, dessa forma, a próxima geração priorize a saúde, os trabalhadores não se sintam pressionados e, por fim, o Brasil possa reduzir os índices de obesidade.