Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 06/06/2022
A produção ficcional “Até que a sorte nos separe” retrata como fatores internos e externos ao indivíduo podem levar à praticas prejudiciais à saúde. Paralelamente, a realidade da obra se mostra presente na sociedade hodierna, visto a alimentação irregular e o grande número de pessoas obesas no Brasil. Com efeito, hão de ser analisadas as causas que corroboram esse grave cenário: a falta de educação alimentar e o sedentarismo.
Nessa conjuntura, a ausência de ensino alimentar é uma propulsora desse viés. Nesse sentido, o escritor português José Saramago afirmava: “A pior cegueira é a mental que faz com que não reconheçamos o que temos à frente”. Paradoxalmente, o lema de Saramago nota-se visível entre a população brasileira, devido a escassez de instrução alimentar nas escolas e nas faculdades, gerando cada vez mais problemas para a saúde pública. Logo, faz-se necessário que a conduta das instituições de ensino sejam repensadas.
Ademais, o sedentarismo é um impulsionador do quadro atual. Nesse cenário, o filósofo grego Platão afirmava que a falta de exercício físico impede um bom desenvolvimento do homem, fato que condiz com o constante aumento de registros de pessoas obesas em hospitais devido a doenças cardiovasculares ocasionadas pela falta da prática de atividade física.
Dado o exposto, urge que medidas legais sejam tomadas para combater o impasse. Dessa forma, o Estado, em parceria com o Ministério da Educação, deve criar uma disciplina de educação alimentar, por meio de verbas governamentais, e implantá-la na Base Nacional Comum Curricular, afim de mitigar a alimentação irregular e diminuir a obesidade no Brasil. Somente assim, será possível que a obra “Até que a sorte nos separe” deixe de ser uma realidade na sociedade brasileira.