Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 02/09/2022

O programa norte-americano “Quilos Mortais” tematiza, entre outros assuntos, as razões e implicações da obesidade. Indistintamente, na sociedade brasileira, envidenciam-se diversos fatores que intensificam esse problema, como a má-alimentação e o sedentarismo, os quais são motivados, principalmente, pelo modo de vida do brasileiro e pela inoperância governamental. Nesse contexto, nota-se, a curto e longo prazo, consequências negativas na vida da população.

É válido ressaltar, a princípio, que os processos de Revolução Industrial e de Globalização desempenharam influência na saúde da população. Isso porque as exigências trabalhistas, introduzidas pela lógica capitalista, e a difusão de hábitos alimentares considerados práticos – difundidos pela interconexão mundial – desestimulam a prática de exercícios físicos, já que o trabalho demanda parte do tempo das pessoas e impede que destinem horários a essa prática, e reforçam a má alimentação, ao incitar o consumo de alimentos calóricos e gordurosos.

Concomitantemente, a ineficiência do governo no que se refere ao incentivo e aos cuidados com a saúde intensifica o problema. Embora o programa Estratégia Saúde da Família, do Sistema Único de Saúde, pressuponha a intervenção do Estado em fatores que colocam a saúde em risco, como a alimentação pouco nutritiva e o sedentarismo, percebe-se, na prática, que o aparelho estatal não cumpre sua função, visto que dados da Fundação Mundial da Obesidade prevêem que quase 30% da população brasileira será obesa em 2030. Por conseguinte, o excesso de peso gera prejuízos à curto prazo, como problemas emocionais acarretados pela falta de auto-estima e pelo preconceito sofrido, e à longo prazo, como o surgimento de doenças associadas à obesidade, a exemplo de problemas cardíacos, da hipertensão e do diabetes.

Portanto, é evidente a urgência de medidas que visem atenuar as consequências da obesidade. Para isso, é necessário que o Governo Federal estimule a prática de exercícios físicos mediante a criação de infraestrutura esportiva nas cidades, em especial nas que apresentam maiores índices de pessoas obesas, a partir da construção de ciclovias, quadras e academias públicas. Visa-se, assim, evitar o sedentarismo e, consequentemente, reduzir os prejuízos gerados pela obesidade.