Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 08/11/2022

O combate à obesidade econtra, no Brasil, uma série de empecilhos. Essa constatação pode ser comprovada por meio de dados divulgados pela OMS, os quais demonstram que mais da metade da população brasileira está acima do peso. Nesse contexto, no que tange à busca de caminhos para combater a problemática, percebe-se a configuração de um grave problema em virtude do silenciamento e da má influência midiática.

Em primeiro plano, é preciso atentar para o silenciamento, presente na questão. O filósofo Foucault defende que, na sociedade pós-moderna, alguns temas são silenciados para que as estruturas de poder sejam mantidas. Nesse sentido, percebe-se uma lacuna no que se refere ao debate em torno dos efeitos da obesidade na saúde pública, que tem sido silenciado. Assim, sem diálogo sério e massivo sobre esse problema, sua resolução é impedida.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão da má influência midiática, que intensifica a gravidade do problema. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nesta perpectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, influencia na consolidação do problema.

Torna-se evidente, portanto, que caminhos para a luta contra os efeitos da obesidade na saúde pública no Brasil apresentam entraves que necessitam ser revertidos. Para que isso ocorra, o MEC devem promover palestras em escolas, a serem webconferenciadas nas redes sociais desses órgãos, por meio de entrevistas com vítimas do problema e especialistas no assunto, posteriormente, exposições e mostras culturais que divulguem à comunidade o trabalho realizado, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o tema e erradicar esse problema. Assim, a proposição de Foucault se tornará menos aplicável à realidade brasileira atual.