Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 10/10/2017
Na Revolução Industrial, em meados do século XVIII, surgiram as primeiras comidas em conserva como forma de alimentação rápida, barata e prática. Entretanto, diante da globalização, a busca por praticidade apenas aumentou e , consequentemente, a alimentação de má qualidade se tornou um hábito alimentar na população. Dessa forma, torna-se necessário entender as causas desse fenômeno para possíveis soluções.
Em primeiro lugar, segundo o filósofo e sociólogo Zygmunt Bauman, a sociedade contemporânea vive uma modernidade “líquida” e “veloz” em que somos cada vez mais expostos ao que é superficial. Sendo isto, devido a crescente do setor alimentício que proporcionou uma grande variedade de produtos com baixa qualidade nutricional, sendo estes ricos em apenas carboidratos, gorduras e sais. Dito isto, é evidente a razão do excessivo número de pessoas em quadro de obesidade.
Ademais, vale ressaltar a grande quantidade de propagandas apelativas nos vários meios de comunicação que estimulam o consumo desses produtos. Haja vista que, o seu poder de influenciamento estimula cada vez mais a cultura do “fast food”, uma vez que não há muitas informações sobre os riscos e consequências da utilização desse tipo de comida. Sendo assim, a mídia é também um dos fatores que contribui para o agravamento dessa situação.
Fica claro, portanto, a necessidades de medidas para atenuar os problemas de obesidade na população. Para tanto, cabe ao Ministério da Saúde disponibilizar mais nutricionistas no SUS, assim como, em parceria com serviços de publicidade amplamente divulgar esse serviço e a importância da alimentação saúdavel. Outrossim, o Ministério da Educação deve criar campanhas de conscientização nas escolas a partir dos professores para estimular a reeducação alimentar dos infantes.