Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 09/10/2017

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2017, o excesso de peso atinge um em cada 5 brasileiros. Diante do elevado número, torna-se fundamental discutir as causas e consequentes efeitos da obesidade na saúde pública. Nesse sentindo, efetua-se a necessidade de discutir a contribuição do setor de alimentos e a sua maleável política de controle para construção de tal cenário.

É importante sinalizar, primeiramente, que o desenvolvimento da indústria alimentícia exerce papel preponderante à alimentação irregular. Isso ocorre devido a demanda exigida pela vida contemporânea, que deixou o homem mais propício a optar por refeições industrializadas em função da crescente escassez de tempo. Dessa maneira, “fast-food” e produtos com alto teor de adição química são ordinariamente adquiridos sem a preocupação de seus efeitos, sendo a obesidade apenas o sintoma visível de uma cascata de problemas como hipertensão, diabetes e cardiopatias.

Além disso, as empresas, visando a obtenção de lucros, são incentivadas pela fiscalização precária a ludibriar o consumidor. Esse panorama se dá, uma vez que substâncias nocivas ao organismo humano são colocadas nos produtos e mascaradas nas informações nutricionais, seja estrategicamente por parte dos que os vendem ou por ignorância dos que os compram. Tal manipulação ocorre em virtude da branda fiscalização pelos órgãos governamentais, e da falta de conhecimento específico sobre o assunto pela população. Isso se comprova por meio da revista Lancet ao publicar que o açúcar possui maior teor químico de dependência do que a cocaína, o que é de ignorância da maioria das pessoas.

Pode-se perceber, portanto, a imprescindibilidade da tomada de consciência de todos acerca das causas e efeitos do sobrepeso. Para tanto, é papel do Estado acirrar a fiscalização da indústria quanto ao cumprimento das normas da ANVISA e enrijecer a legislação na punição de adição de substâncias danosas em alimentos. Contudo, torna-se fundamental que o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, forme uma equipe de nutrólogos que possam agregar a educação alimentar nas diretrizes curriculares de ensino, criando desde criança a cultura no cidadão para que ele possa fazer escolhas de alimentação mais consciente. Além disso, as ONGs podem ter um efetivo valor ao levarem programas de atividades físicas à população, indicando hábitos que favoreça a perda de peso e aumento da qualidade de vida.