Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 09/10/2017
Frequentemente estamos induzidos pela nossa sociedade uma cultura que casa vez mais, através da globalização pós fim da segunda guerra mundial, torna-se uma verdadeira hegemonia de culturas, estilos e modos de vida em um curto espaço geográfico. Tal transformação trás consigo problemas emblemáticos quanto ao seu estilo de vida, que muitas das vezes, acarreta em comportamentos não saudáveis. A consequência e exemplificação disso temos a obesidade.
Na Ásia, popularizou-se recentemente vídeos denominados “Mukbank”, que em tradução livre significa “comer enquanto transmite ao vivo na internet”, uma espécie de vlog onde internautas interagem virtualmente com telespectadores enquanto ingerem grande quantidades de comidas calóricas. Conteúdos como tais, disseminaram-se na internet motivadas pelo grande retorno financeiro, causando uma verdadeira febre entre jovens, mas alertando sobre os malefícios de substituir refeições simples por alimentos ricos em calorias. Esse hábito alimentar, apesar de vantajoso financeiramente, pode trazer sérios problemas à saúde do indivíduo, onde quantidades excessivas de carboidratos e lipídios em sua rica dieta alimentar podem desenvolver sérias consequências tais como diabetes, hipertensão, colesterol alto e até mesmo culminar na obesidade, debilitando mais ainda o mesmo, e evidenciando o quanto a nossa população que, influenciados pela internet -principalmente-, corre sérios riscos à sua integridade fisiológica.
Além disso, a escassez de informação e publicidade quanto o seu prejuízo à saúde por parte do ministério da saúde e órgãos públicos governamentais em redes de televisão, jornais, revistas, panfletos e rádios torna a população brasileira vulnerável a esses hábitos alimentares não saudáveis influenciados pelo “mukbank” no mundo globalizado, polarizando num futuro -não tão distante- um déficit da PEA (População Economicamente Ativa) devido aos seus prejuízos fisiológicos causado pela má alimentação de uma população predominantemente sedentária, com riscos e agravos à sua saúde incapacitando-o de realizar trabalho, resultando quase sempre numa obesidade mórbida ao indivíduo.
Deste modo, torna-se obsoleto que campanhas e incentivos fiscais em ambientes escolares, jornais, revistas e internet com a fiscalização calórica dos seus alimentos, ainda por fora incentivos de dieta saudável, e o apoio de iniciativas governamentais -sobretudo do ministério público da saúde e do ministro da saúde-, partem de atitudes primárias fundamentais para o estabelecimento de um equilíbrio harmônico da população brasileira quanto à seu quadro fisiológico, morfológico e mental ao bem estar do mesmo referente ao preparo de uma população mal informada quanto a obesidade do seu dia a dia, evitando agravos futuros na sociedade.