Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 09/10/2017
A obesidade é o acúmulo excessivo de gordura no corpo. É um problema multifatorial, pode ser causado por desequilíbrio hormonal, que altera os níveis dos hormônios no corpo e afeta o metabolismo do individuo, ou por vários outros fatores, envolvendo, principalmente, quantidade de calorias gasta menor do que ingerida. Esse problema tem diversas consequências graves para a saúde e já é considerado uma epidemia em diversos países, inclusive no Brasil, tornando-se um obstáculo a ser vencido urgentemente.
Em primeiro lugar, é necessário entender as causas do aumento de peso da população. O imediatismo do mundo contemporâneo atingiu, até mesmo, a questão da saúde. Pessoas que trabalham muito raramente conseguem se alimentar de forma regular e consciente e procuram a forma mais rápida e fácil de fazer isso. Essa forma mais rápida e fácil de alimentação, muitas vezes, envolve fast-foods e comidas industrializadas - que, apesar de serem frequentemente vendidas como iguais ou até melhores que produtos naturais, possuem alta quantidade de açúcar. Associado a isso, quando os anseios profissionais se sobrepõe aos pessoais, as pessoas sentem, também, falta de tempo para praticar atividades físicas. Essa falta de controle sobre a alimentação, aliada a uma rotina sedentária, contribui para o aumento de peso e surgimento de diversos outros problemas na vida do indivíduo.
Tais problemas envolvem tanto questões de saúde, quanto questões sociais. Pessoas obesas são mais propensas ao desenvolvimento de doenças como hipertensão e diabetes, e também sofrem mais com obstrução dos vasos, podendo ter consequências bem graves, como infarto. Além disso, socialmente, a figura do obeso é uma figura questionada, marginalizada e vítima de preconceito. Esse preconceito contra pessoas gordas, chamado gordofobia, faz com esse grupo, também, seja alvo constante de piadas. Tudo isso tente a baixar a auto-estima desses indivíduos e levá-los a desenvolver um quadro de depressão ou de transtorno alimentar, como anorexia e bulimia.
Fica claro, portanto, que críticas e chacotas não ajudam a solucionar o problema da obesidade. Para resolver esse assunto o governo deve criar políticas públicas de orientação, conscientização e combate à obesidade, além de oferecer atendimento gratuito com psicólogo e psiquiatras à pessoas obesas -caso o que as esteja levando ao ganho de massa excessivo seja mais uma questão psicológica, como ansiedade, depressão ou estresse, do que mera desatenção. Além disso, ONGs e escolas podem fazer palestras associadas a hábitos alimentares ou distribuir folhetos sobre alimentação saudável e barata; as escolas podem, inclusive, sugerir cardápios mais saudáveis, contendo frutas e legumes, para a merenda. Somente assim, venceremos o obstáculo da obesidade tendo uma sociedade mais sadia.