Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 09/10/2017

No limiar do século XXI, a obesidade representa um grande desafio para a nossa saúde pública. Segundo dados coletados pela Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), 56,9 % dos adultos brasileiros encontram-se acima do peso. Esse número gera um gasto de 5% do orçamento total destinado à saúde. Diante disso, dois aspectos importantes devem ser considerados: o sedentarismo e os problemas de saúde ocasionados pela obesidade.

A prática de exercícios  além de ser uma atividade benéfica para nossa mente, é de suma importância para evitar o excesso de peso. Entretanto, o panorama atual brasileiro mostra o contrário, em que, cada vez mais, os jovens/crianças são desestimulados a realizarem práticas esportivas. A principal causa desse sedentarismo é o aumento do consumo de produtos tecnológicos, que fazem o entretenimento da nossa população sem a necessidade de esforço físico.

Dessa forma, a obesidade pode desencadear diversos problemas de saúde. A hipertensão, o alto nível de colesterol e diabetes e o maior número de infartos são exemplos de doenças que um indivíduo acima do peso está vulnerável a sofrer. Além dessas enfermidades, a depressão constitui outro grande problema, visto que, na maioria dos casos, as pessoas com excesso de peso possuem dificuldades em se relacionarem, levando-os ao estado de depressão.

Infere-se, portanto, que a obesidade gera um grande efeito na saúde pública brasileira. Sendo assim, é dever do Ministério da Saúde incentivar, como medida paliativa, a prática de atividades físicas através da construção de quadras e complexos poliesportivos. Além disso, a mídia deve exercer seu papel de “cão de guarda” da sociedade, expondo, por meio de propagandas, os problemas de saúde decorrentes do excesso de peso. Assim, incentivando o esporte e alertando a população, o efeito da obesidade em nossa sociedade poderá ser nulo.