Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 11/10/2017

Segundo Thomas Malthus, economista inglês, a população mundial cresceria em progressão geométrica e a produção de alimentos em progressão aritmética, assim, com essa discrepância a fome se estabeleceria no mundo. No entanto, observa-se que esse pressuposto Malthusiano não se tornou realidade, uma vez que novas técnicas de produção de alimentos revolucionaram a agricultura. Desse modo, atualmente, o obstáculo é justamente o oposto previsto por Malthus, visto que o crescente número de obesos no mundo é uma problemática que precisa ser combatida.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que a falta de interesse da população em buscar informações sobre uma alimentação equilibrada é um entrave para o desenvolvimento de uma sociedade mais saudável. Isso ocorre, visto que parte da nação desconhece os malefícios de um nutrição desequilibrada e não tem conhecimento de que os alimentos pouco saudáveis ingeridos estão diretamente relacionados com a aparição de diversos sintomas no corpo como, cansaço e indisposição. Dessa forma, com a incompreensão de que uma alimentação desarmônica traz prejuízos ao corpo além da obesidade, os mais variados distúrbios estão crescentes na sociedade. Consequentemente, percebe-se que com o aumento da obesidade problemas como, hipertensão, diabetes, úlceras e infarto aumentaram significativamente na saúde pública, gerando altos custos ao indivíduo e para o Governo.

Em segundo lugar, é fundamental pontuar que não só a população adulta, mas também a infantil sofre de uma ampliação nos índices de obesidade. Tal fato é justificado, pois, na época presente, com as inovações tecnológicas e as diversas formas de entretenimento em rede, o sedentarismo infantil é uma marca do século XXI. Para ilustrar, segundo o Ministério da Saúde, entre 2008 e 2013 aumentou em 79% os casos de obesidade infantil. Em decorrência disso, em uma sociedade que valoriza cada vez mais a aparência física, as consequências psicossociais da obesidade manifestam-se na discriminação social, depressão e baixa auto-estima, comprometendo o funcionamento dos centros públicos que se encontram mais lotados devido aos problemas psicológicos da obesidade.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade de combater os alarmantes casos de adiposes no país. Aos meios de comunicação, cabem criar propagandas, orientando à população sobre os prejuízos de uma alimentação inadequada e mostrando possíveis doenças desencadeadas por uma nutrição não balanceada, com finalidade de reduzir os casos de obesidade. Por fim, o Ministério da Saúde, deve criar campanhas, principalmente em escolas, enfatizando os efeitos positivos dos exercícios e atividades físicas, com propósito de reduzir o sedentarismo infantil e adulto e promover um estilo de vida mais saudável a nação. Dessa maneira, combateremos, gradativamente, o mal da obesidade.