Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 12/10/2017

Um problema de peso

“O melhor tempero da comida é a fome”. A frase do escritor romano Cícero expressa a ideia da alimentação como uma necessidade básica da sobrevivência do ser humano. Entretanto, de forma contrária a essa ideologia, atualmente, encontra-se no Brasil um preocupante quadro de obesidade. Tal enfermidade, motivada por diversos fatores, carateriza um desafio para a saúde pública, uma vez que sua ascendência é evidente dentro de um cenário deficitário para atender esse tipo de paciente, principalmente, na saúde pública.

Ademais, tal quadro é agravado, em grande parte, pelos fast foods e pela facilidade com a qual se tem acesso a esse tipo de comida industrializada. Outrossim, devido ao cotidiano cada vez mais conturbado na vida do brasileiro, essa acaba sendo a opção de refeição mais próxima. Consequentemente, o número de pessoas propensas a adquirir sobre peso aumenta exponencialmente.

Vale salientar, também, que o gasto do governo com o tratamento de obesos vem aumentando. Pesquisas mostram que em 2013 foram gastos cerca de 480 milhões de reais. Já ano ano de 2017 estima-se que serão retirados dos cofres públicos, algo próximo de 800 milhões de reais, ou seja, esse  problema engloba tanto o cidadão em sua particularidade quanto o sistema socioeconômico no qual está inserido.

Diante do exposto, torna-se evidente os parâmetros abrangentes desse problema. Uma solução interessante é o estímulo a uma alimentação saudável no ambiente de trabalho com a adesão das empresas a proporcionar aos seus funcionários alimentação de qualidade, seja terceirizando esse serviço, fornecendo a própria comida ou dispondo de uma cozinha geral onde o funcionário possa preparar sua própria comida. Também é válido o estímulo a prática de atividades físicas em ambiente de trabalho. Convênios com academias é um boa opção para estimular essa ideia. Medidas assim contribuem para a redução da obesidade no Brasil.