Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 11/10/2017

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2017, o excesso de peso atinge um em cada 5 brasileiros. Diante do elevado número, torna-se fundamental discutir as causas e os consequentes efeitos da obesidade na saúde pública. Nesse sentido, efetua-se a necessidade de sinalizar o avanço do setor alimentício junto à maleável política de controle pelo Estado como contribuintes para a construção de tal cenário.

É importante evidenciar, primeiramente, que o desenvolvimento da indústria alimentícia exerce papel preponderante à alimentação irregular. Isso ocorre devido à demanda exigida pela vida contemporânea que deixou o homem mais propício a optar por refeições industrializadas por causa da crescente escassez de tempo. Dessa maneira, “fast-food” e produtos com alto teor de adição química são ordinariamente adquiridos sem a preocupação com seus efeitos, sendo a obesidade apenas o sintoma visível de uma cascata de problemas como hipertensão, diabetes e cardiopatias.

Além disso, as empresas visando à obtenção de lucros, são incentivadas pela fiscalização precária a ludibriar o consumidor. Esse panorama se dá uma vez substâncias nocivas ao organismo humano são colocadas nos produtos e mascaradas nas informações nutricionais, seja estrategicamente por parte dos que os vendem ou seja por ignorância dos que os compram, como fora averiguado pela Polícia Federal por meio da operação Carne Fraca em 2017. Tal manipulação ocorre em consequência da branda fiscalização pelos órgãos governamentais e da falta de conhecimento específico sobre o assunto pela população. Isso se comprova com a publicação da revista Lancet, que mostra que o açúcar possui maior teor químico de dependência do que a cocaína, fato que é de ignorância da maioria das pessoas.

Pode-se perceber, portanto, a imprescindibilidade da tomada de consciência de todos acerca das causas e efeitos do sobrepeso. Para tanto, é papel do Estado acirrar a fiscalização da indústria quanto ao cumprimento das normas da ANVISA e enrijecer a legislação na punição de adição de substâncias danosas em alimentos. Ainda, torna-se fundamental que o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, forme uma equipe de nutrólogos que possam agregar a educação alimentar nas diretrizes curriculares de ensino, criando desde criança a cultura no cidadão para que ele possa fazer escolhas de alimentação mais consciente a fim de amenizar sua ignorância alimentar. Além disso, as ONGs podem ter um efetivo valor ao levarem programas de atividades físicas à população, indicando hábitos que favoreçam a perda de peso do já afetados e o aumento da qualidade de vida.