Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 11/10/2017
A obesidade, é considerada hoje uma epidemia global. Segundo a pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS), realizada em 2014, mais de 54,1% da população adulta brasileira encontra-se acima do peso ideal. Isto comprova que o problema demonstrado já atinge diretamente o estado atual de saúde pública. Disto, percebe-se que a conformidade aos poucos gerada no psicológico individual acaba mascarando o real perigo da obesidade, tornando-a de certa forma silenciosa. Ademais, a automedicação, muitas vezes equivocada e não devidamente acompanhada, contribui ainda mais para a perda de saúde.
“Sou mais saudável que muita gente magra- disse ele”. Exames que possuam taxas de glicemia e colesterol dentro do aceitável tornam-se motivo de orgulho entre a população que se encontra acima do peso. Isto acaba por funcionar como paliativo e gera conformidade. Porém, é importante deixar explícito que além de doenças como apneia do sono e hipertensão arterial, a obesidade provoca também, segundo a universidade de Cambridge, degeneração cerebral, resistência à insulina e em alguns casos, infertilidade. Isto indica que o acúmulo de gordura no corpo, por si só, é extremamente prejudicial.
Por outro lado, outro problema é o fácil acesso à medicamentos que prometem um rápido emagrecimento. Segundo Zygmunt Bauman, vivemos em uma sociedade que busca o prazer momentâneo e que não reflete sobre os efeitos futuros. Tal pensamento pode ser aplicado em relação à automedicação com problemas relacionados ao sobrepeso, que podem produzir um resultado instantâneo. Porém, com o uso contínuo e/ou com a má manipulação, efeitos adversos e prejudiciais poderão ser desencadeados comprometendo a saúde do indivíduo e até mesmo influenciando em outros problemas.
Conclui-se que, a obesidade pode agir de forma silenciosa e também levar os cidadãos a buscarem alternativas rápidas por conta própria. Para amenizar estas causas, a mídia e as escolas podem, por meio de campanhas, instruir a população sobre os problemas que a obesidade por si só pode causar; e estimular programas de reeducação alimentar para a população em geral, independente de faixa etária. Ademais, é necessário por parte do governo um maior controle sobre a compra e distribuição de medicamentos que prometem o emagrecimento, sendo necessário a apresentação e retenção da receita médica para obtenção do mesmo. Assim, parte da influência da obesidade na saúde pública poderá ser amenizada.