Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 12/10/2017
O brasileiro e a balança
Os índices de obesidade no Brasil crescem e revelam padrões inadequados na alimentação. O surgimento precoce de doenças como, por exemplo, a hipertensão e doenças do coração está entre algumas das consequências do estilo de vida brasileiro que avança no século XXI: a má alimentação e o sedentarismo. Esses hábitos repercutem tão negativamente na saúde pública brasileira que a busca por medidas que possam combatê-los faz-se necessária.
Segundo o relatório realizado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o sobrepeso entre adultos brasileiros passou de 51,1% em 2010 para 54,1% em 2014. Embora, nesse período, também se observe o crescimento pela busca do corpo ideal, uma vez que a procura por academias também aumentou, os hábitos da vida moderna,como a má alimentação e o sedentarismo, alcançaram proporções ainda maiores no país. O desenvolvimento tecnológico, por exemplo, permitiu o avanço dos mais diversos aparelhos como, smartphones e tablets que, aliados à internet, proporcionaram a chamada “geração globalizada” o menor esforço físico para garantir entretenimento e comunicação. Diante disso, a prática de exercício físico, fundamental para a boa circulação sanguínea e desenvolvimento mental, já que colabora com a produção de neurotransmissores, substâncias que atuam no cérebro regulando o humor e ritmo cardíaco, é deixada de lado, contribuindo com a obesidade e,consequentemente, com a pressão alta e distúrbios do sono.
Outro comportamento também está relacionado com o aumento no índice de sobrepeso no Brasil: a má alimentação. A ingestão de alimentos e bebidas calóricas como sanduíches de fast food e refrigerantes é constante, graças às intensas propagandas divulgadas nos diversos meios de comunicação que influenciam comportamentos em variados contextos, dentre eles, o alimentar. Esses alimentos, ricos em gorduras, podem elevar os níveis de colesterol no sangue, contribuindo com entupimento de vasos sanguíneos, hipertensão e tornando o indivíduo mais susceptível a ter doenças do coração.
Portanto, são necessárias medidas que possam contribuir com a diminuição do sobrepeso e seus efeitos na saúde pública brasileira.Dentre elas, por parte do Ministério da Educação, inserir uma maior carga horária de educação física em escolas,desconstruindo o sedentarismo, bem como, por parte dos governos municipais, a construção de academias ao ar livre, atendendo ao mesmo fim.Pode-se, da mesma forma, através do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR),por meio de penalidade financeira,regular para diminuir influências de propagandas no contexto alimentar.