Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 02/11/2017
Em 2014, o Brasil realizou um progresso de imensurável importância ao ser retirado do Mapa da Fome das Nações Unidas.Apesar disso, no que tange o hábito alimentar da sociedade hodierna, é possível notar uma outra problemática, que, conforme o Ministério da saúde, houve um aumento de 60% nos últimos dez anos: a obesidade. Nesse sentido, evidencia-se que esse fato se configura em virtude do ritmo de vida acelerado e do sedentarismo.
A princípio, é imprescindível compreender como os crescentes índices dessa epidemia estão atrelados ao tempo delimitado imposto por um mundo globalizado. A modernidade líquida, segundo Zygmunt Bauman, consiste na necessidade do imediatismo e da busca por satisfações momentâneas. Destarte, os indivíduos, em sua maioria, mediante a velocidade do cotidiano, optam por industrializados e fast-foods por serem eles refeições práticas e prazerosas. No entanto, o consumo desses alimentos com frequência pode acarretar em diversos problemas de saúde como diabetes, doenças cardiovasculares, além de potencializar o aparecimento da obesidade.
Paralelamente a isso, convém salientar ainda, os artefatos tecnológicos fomentando uma vida sedentária. A necessidade de sair de casa para realizar alguma atividade tornou-se praticamente inexistente com o avanço de determinados aplicativos. Ademais, é indubitável que as tecnologias, de modo geral, impedem o desempenho de uma alimentação correta devido à distração que essas proporcionam, nos fazendo consumir, muitas vezes, mais que o necessário. Por conseguinte, a ingestão exacerbada não é gasta de forma ideal através de exercícios físicos, aumento assim a tendência à indivíduos obesos.
Infere-se, portanto, que o Brasil apresenta um crescimento anômalo desse distúrbio, sendo necessária a realização de medidas para combater esse panorama. Primordialmente, o Ministério da Saúde em conjunto com a mídia deve promover propagandas através de comerciais em horários nobres e outdoors nas ruas que visem informar os malefícios provocados por alimentos processados, para que a sociedade fique melhor informada e busque programar e selecionar suas refeições. Além disso, o Ministério da Educação articulado com Instituições públicas e privadas de ensino deve organizar palestras que busquem discutir e orientar os jovens sobre como utilizar os aparelhos eletrônicos de modo correto, com finalidade desses não se tornarem vilões na hora da alimentação e por fim, tornar a Educação física como disciplina obrigatória nos colégios juntamente com uma supervisão rigorosa de coordenadores e professores nas aulas,tornando os jovens mais ativos Dessa forma, será possível alcançar um país mais saudável e conquistar transformações como a de 2014.