Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 15/10/2017

No século XX, houve grandes transformações políticas, sociais e culturais. Muitas novidades como o avião, o automóvel e o cinema, a psicanálise de Freud ou a teoria da relatividade de Einstein, originaram novos modos de vida e pensamento. Diante de tais fatos, no século XXI, muito se tem discutido sobre a obesidade no Brasil. Por isso, é preciso de um olhar mais apurado acerca do excesso de peso na população, para assim, descobrirmos as suas raízes.

De fato, a escola desenvolve um papel relevante ao ser um dos principais ambientes onde as crianças podem aprender a respeito da alimentação saudável. No entanto, percebe-se que a ação pedagógica tem sido escassa quando enxerga-se o crescimento da obesidade infantil na sociedade. Á guisa de exemplo, tem-se a falta de interação dos alunos com os diferentes alimentos, seja para orientar sobre os seus benefícios ou até mesmo no direcionamento no seu consumo. Dessa forma, constrói-se futuros brasileiros carentes de uma educação alimentar.

Nesse enfoque, é importante frisar a respeito das multinacionais, que desde o período do governo de Juscelino Kubitschek -1956 a 1961-, estão presentes no país gerando empregos e fluxo de capital. Contudo, a entrada dessas empresas internacionais também é marcada pela vinda de comidas rápidas ou “fast-food”, que mediante a ausência de controle das mídias, afetam os brasileiros por meio de propagandas que promovem uma nutrição norteada de desinformação, atingindo nos índices de acúmulo de gordura corporal. Destarte, é necessário uma normatização que busque regular a alienação existente nas publicidades.

De acordo com René Descartes, todo problema que se resolve torna-se uma regra que, depois, serve para resolver outros problemas. Desse modo, cabe ao Governo Federal criar leis que estabeleçam uma fiscalização efetiva nas redes sociais, aliado a campanhas que exponham essa imposição, no intuito de desenvolver a conscientização popular. Já a escola, a luz do conhecimento, deve promover palestras entre nutricionistas e alunos, além de capacitar os professores através de cursos para depois fazerem exposições alimentícias com os discentes, tendo o objetivo de produzir informação e criticidade sobre a problematização. Outrossim, a família deve apresentar aos filhos os alimentos saudáveis, afim de guiá-los a seguir uma vida sadia.