Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 17/10/2017
A evolução humana e alimentar ocorreram de forma unida, conforme o homem desenvolveu a técnica da caça e da agricultura a sua ceia também se transformava. Em seguida, Hipócrates, pai da medicina ocidental, mostrou a importância da alimentação na manutenção da saúde, explicitado em sua frase " que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio". No entanto, atualmente, o alimento antes medicamento, agora tornou-se vilão. Inegavelmente, o aumento da obesidade devido a mudanças de comportamento físico e alimentar tem onerado o orçamento público com a saúde.
Em primeiro plano, observa-se o aumento do consumo de alimentos prontos e do sedentarismo devido ao avanço tecnológico. Sem dúvida, a comodidade da internet e o aumento da jornada de trabalho reduziu o tempo livre para a prática esportiva. Por consequência a esse quadro, houve um aumento no índice de doenças crônica como hipertensão e diabetes, agravando, assim, o custo com a saúde pública. Isto é, atualmente, o Brasil gasta 5% do custo do SUS com cuidados com a obesidade.
Ademais, observa-se uma maior prevalência da obesidade em população com baixa escolaridade e renda familiar. Visto que, o baixo custo de alimentos gordurosos e calóricos, torna-os itens fieis na lista de compra, aliado a isso, tem-se um desconhecimento dos malefícios desses a saúde. Sendo assim, essencial a inserção na grade curricular da matéria nutrição.
Fica claro, portanto, a importância da redução da obesidade na população adulta e infantil. Nesse sentido, é necessário que o Governo amplie os investimentos para reduzir a obesidade no Brasil, por meio de criação de clínicas destinadas a esse cuidado, que disponibilizarão tratamento nutricional gratuito e espaços físicos com atividades esportivas para todas as idades, a fim de amenizar o quadro de doenças crônicas e melhor a expectativa de vida do brasileiro.