Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 14/10/2017
Na visão mecanicista do filósofo René Descartes, o corpo do homem, como tudo que é feito de matéria, funciona como uma máquina e todas as doenças são consequências da desregulação dessas partes mecânicas. Nesse sentido, dentre as doenças que acometem a sociedade brasileira, uma merece destaque: a obesidade, que, geralmente, é ocasionada tanto por uma má alimentação quanto pelo sedentarismo.
Em uma primeira análise, deve-se entender que a alimentação vista como rápida e prática está entre as principais causas no aumento da obesidade na população. Nesse contexto, é possível citar as longas horas de trabalho com curto espaço de tempo para refeições, favorecendo a opção dos “fast-food” como substituição do almoço, alimentos que possuem alto índice calórico e baixo poder nutricional. De acordo com matéria publicada pelo periódico El Pais, a população brasileira se encontra em primeiro lugar no ranking de consumo de “fast food” na América Latina. Ademais, é necessário ressaltar que esse mau hábito alimentar tanto quanto a obesidade pode desenvolver doenças como diabetes e hipertensão arterial, colocando em risco a vida dessas pessoas.
Outrossim, é importante destacar que a causa da obesidade não está confinada somente na má alimentação, mas também na falta de exercício físico da sociedade atual. Sendo assim, nota-se uma população cada vez mais sedentária, a qual opta por tecnologias em detrimento dos exercícios corporais com o gasto energético. Prova disso é o crescente número de vendas dos automóveis e aparelhos domésticos que facilitam o trabalho e encurtam o tempo gasto. Dessa forma, por consequência, é possível compreender que devido as problemáticas causadas a obesidade tornou-se, sobretudo, um problema de saúde pública que deve solucionado o quanto antes.
Diante disso, impende, em primeiro lugar, a contribuição da mídia em parceria com o Ministério da Saúde, que deve por meio de debates na televisão e rádios expor as consequência da má alimentação, citando a obesidade e os riscos de morte que a doença traz, em prol de persuadir a população na mudança de hábitos. Além disso, para contribuir, ONGs podem criar projetos nos bairros como caminhadas ao ar livre e passeios de bicicleta nos horários da noite, quando as pessoas já estão em casa, convidando um grande número de pessoas a participar, em prol de estimular a prática de exercício físico. Desse modo, tais mudanças com a conscientização da população sobre o cuidado da própria saúde, poderá fazer da obesidade mais um problema solucionado no país.