Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 15/10/2017
Retratado na animação “Os Simpsons”, Homer sofre de obesidade e, apesar de humorístico, o programa ilustra situações que transcendem o desenho e integram à vida de grande parte da população mundial. Segundo pesquisa do Ministério da Saúde, em 10 anos, a obesidade aumentou 60% no Brasil. Essa situação se agrava a cada dia, prevendo um aumento exponencial até o ano de 2025. Dessa forma, enxerga-se o sedentarismo e a má alimentação como os pilares de uma sociedade cada vez mais acima do peso. A obesidade é a mãe das doenças metabólicas, e em função disso, preveni-la é a melhor forma de evitar doenças como diabetes e hipertensão.
Os grandes responsáveis pela má alimentação são os alimentos ultra processados, que em parceria com a falta de tempo atual, desequilibram a balança energética. A falta de tempo e a correria das grandes cidades fomentam a alimentação rápida dos pontos urbanos, tais como os “food truck”. Além disso, a alimentação em casa tem sido cada vez mais exígua, e quando feita, são os alimentos industrializados que protagonizam as mesas trazendo enorme prejuízo à saúde em virtude do excesso de açúcares e gorduras.
Outro vilão é o sedentarismo, que nos dias de hoje é fruto da má administração da tecnologia e a falta de moderação em seu uso. O estilo de vida cada vez mais conectado desliga o indivíduo do cuidado para com a saúde. A manutenção das diversas redes sociais sobrepõe a manutenção do corpo. Consequência disso é a população mais obesa da história.
Entretanto, medidas precisam ser tomadas para inibir e diminuir o percentual supracitado. Portanto, cabe aos Governos Estaduais, em parceria com instituições privadas de saúde, o incremento de bicicletas compartilhadas, assim como na cidade de Fortaleza. Essa implantação promove a prática de exercícios físicos, além de ser um meio sustentável de transporte. Por fim, a divulgação e promoção de estilos de vida mais saudáveis tais como, a alimentação diária de frutas, até mesmo corridas em prol da saúde se torna responsabilidade midiática, com o patrocínio do Governo Federal. Com isso, a situação de Homer Simpson se limitará aos desenhos.