Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 24/10/2017
De acordo com o Ministério da Saúde, nos últimos 10 anos, o número de brasileiros obesos aumentou em 60%. O país que até pouco tempo lutava para combater a fome e desnutrição, agora precisa combater a obesidade. Nesse contexto, deve-se analisar como o aumento do trabalho e renda, juntamente com a genética “gorda” causam tal problemática na vida dos brasileiros.
O aumento da obesidade coincide com um período de crescimento do poder de compra dos brasileiros. Por exemplo, o alto índice de obesidade na faixa etária entre os 25 e 44 anos, corresponde com as mudanças no estilo de vida, quando os jovens deixam de depender de seus pais e passar a ter uma rotina voltada a sua carreira profissional. Em decorrência disso, pessoas deixam de fazer refeições em casa e passaram a optar por comer fora, comidas mais rápidas e mais calóricas, incorporando hábitos menos saudáveis e pouca atividade física.
A questão da genética também cumpre um papel relevante para o aumento da população obesa. Segundo o médico Cláudio Mottin, o organismos de nossos antepassados não estava adaptado para a fartura e passaram para nós a genética de retenção de calorias. Por exemplo, quando os tempos eram de escassez de alimentos, quem tinha mais condições de defesa corporal eram as pessoas mais gordinhas. Por consequência disso, a obesidade gera grandes fatores de risco para a saúde pública, com aumento de casos de diabetes, hipertensão, pressão alta etc
Portando, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Em razão disso, cabe ao indivíduo com sobre peso conscientizar-se que deve adotar hábitos mais saudáveis, com dieta equilibrada e exercício físico regulares. Ademais, o Ministério da Saúde em parcerias com as mídias, deve veicular conteúdos capazes de criticar o consumo exagerado de alimentos industrializados e realizar campanhas informativas sobre os riscos que a obesidade causa a saúde.