Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 15/10/2017

Brás Cubas, o defunto autor de Machado de Assis, diz em suas “Memórias Póstumas” que não teve filhos e não transmitiu a nenhuma criatura o legado de nossa miséria. Possivelmente no atual mundo ele constata-se seu veredito: a compostura de alta parcela dos brasileiros frente a obesidade, mostrasse como uma das faces mais deterioradas da liberdade de expressão. Nesse sentido, surge o celeuma do preconceito contra as pessoas acima do peso que persiste inerente a realidade do país seja por controle da mídia, seja pelo hábito alimentar.

Em primeira análise, deve-se observar que o culto ao corpo foi uma das principais características das artes, principalmente na Grécia Antiga, evidenciando essa que é uma forma do legado histórico-cultural que se insere na sociedade atual. Destarte, o corpo no meio hodierno é utilizado como instrumento para externar o preconceito principalmente contra pessoas acima do peso que são mais suscetíveis por apresentar as características extrínsecas. Abrangendo esta problemática, a forma como a mídia tem se colocado impondo padrões estéticos (que é como dever a ser seguido), soma-se aos índices de violência. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipen), um dos motivos de bullying se manifesta pelo motivo de se ser obeso, reforçando o problema.

Outrossim, o incontrolado hábito alimentar moderno, os “fast-foods”, avança sobre a conjuntura brasileira impregnando a sociedade de altos índices de doenças cancerígenas. Além dos fatores supracitados, a baixa autoestima afasta relacionamento sociais. Também é pueril pensar que há formas eficazes de combate a obesidade, dando prosseguimento ao problema ás outras gerações. Da mesma maneira, os fatores genéticos contribuem para o excesso de tecido adiposo, o que incentiva a produção do aparecimento de doenças como hipertensão, diabete do tipo 2. Nesse ano o índice das doenças supracitados cresceu significativamente, aponta o Ministério da Saúde com uma pesquisa sobre os anos de 2006 a 2016, com margem de 60%. Assim a preocupação necessita soluções.

Portanto, diante do exposto, constata-se a ação conjunta: sociedade, mídia e governo, no que se refere tanto ás leis e controle alimentar. As escolas são campos férteis para disseminar a importância de se preocupar com a saúde. Tendo isso em vista, é mister que o governo crie refeições balanceadas, com a ajuda de nutricionistas para os ensinos. A discriminação não apenas no âmbito escolar deve ser sanada, então leis elaboradas e rígidas devem ser impostas. O direito de liberdade de expressão deve ser respeitado com auxílio da mídia, o governo necessita criar especialmente campanhas para jovens e crianças, estimulando a aprender a respeitar as opiniões diferentes. Dessa forma, poder-se-á transformar o Brasil em um país desenvolvido socialmente.