Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 15/10/2017
Na última década, o número de obesos no Brasil e no mundo alcançou níveis astronômicos chegando a 10% da população, segundo o Ministério da Saúde. Essa situação é causada pelos novos hábitos alimentares, principalmente fast food e industrializados, adotados em boa parte do mundo. A obesidade deve ser tratada como um grave problema de saúde pública e sua prevenção é imprescindível, pois essa condição auxilia no desenvolvimento de doenças crônicas, distúrbios mentais e a utilização de métodos de emagrecimento rápido têm perigosos efeitos colaterais.
A obesidade pode ser causada por vários fatores, principalmente pelo consumo excessivo de alimentos com alto índice de açúcar, sal e gordura, juntamente com falta de atividade física. Produtos e industrializados e fast food são a base alimentar da nossa geração, devido à sua praticidade e intensa presença na mídia. Hábitos como esses trazem doenças como diabetes e hipertensão, cujo tratamento é disponibilizado pelo SUS através de farmácias populares, aumentando assim os gastos públicos.
Ademais, a relação entre depressão e obesidade é um ciclo, em que um quadro interfere no outro. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 30% das pessoas consideradas obesas ou com sobrepeso apresentam algum grau de depressão. Além disso, no organismo de uma pessoa com esse quadro clínico, é aumentado o nível de cortisol, o hormônio do estresse, o que pode induzir ao acúmulo de células de gordura na região abdominal. Tal situação pode agravar o quadro de obesidade e agravar casos de depressão.
Aliado a isso, muitas pessoas descontentes com seu peso e sua aparência utilizam métodos de emagrecimento rápido, como pílulas que agem no cérebro diminuindo o apetite, cirurgias como lipoaspiração e “baypass”, além de dietas extremamente restritivas. Tais tratamentos têm muitos riscos, como infecções, problemas hormonais e deficiências de nutrientes, trazendo ainda mais gastos do SUS para seu tratamento.
Devem ser, portanto, aplicadas medidas que reduzam os índices de obesidade no nosso país, diminuindo, assim, doenças consequentes desse quadro, como diabetes, hipertensão, depressão e complicações devido a métodos de emagrecimento. Devem ser feitas hortas comunitárias pelas prefeituras das cidades nos postos de saúde, possibilitando maior acesso a alimentos saudáveis, além de construídas academias ao ar livre em praças. O acompanhamento psicológico de pessoas acima do peso deve ser realizado pelo SUS afim de evitar aumento dos índices de obesidade e suicídio. Deve haver também maior veiculação pela mídia das possíveis consequências do uso de métodos de emagrecimento imediato. Assim, nosso país poderá reverter os índices preocupantes de obesidade.