Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 16/10/2017

O brasileiro vem encontrando cada vez mais obstáculos para fugir do caminho rumo à obesidade e suas consequências. Entre hambúrgueres e congelados, fica demasiadamente difícil seguir uma dieta saudável. Juntamente com a ausência de atividades físicas regulares, a alimentação pobre em nutrientes e rica em calorias têm acarretado, em milhares de brasileiros, o aumento da massa gorda e, consequentemente diversas despesas para o governo com o tratamento de problemas cardiorrespiratórios.

Todos esses problemas citados são frutos de um cenário industrializado e cheio de compromissos marcados a risca pelo relógio. Com a falta de tempo da rotina, tudo o que estiver mais acessível é válido. Preparar um arroz ou uma salada em casa é sinônimo de “perder muito tempo”. Logo, é mais fácil descongelar uma lasanha ou pedir um lanche qualquer. Ademais, com a mesma desculpa da falta de tempo, aliada com o baixo incentivo por parte do governo, das escolas e da própria família, a prática de exercícios físicos vem sendo deixada de lado, contribuindo também para o crescente índice de sobrepeso e obesidade.

Esse índice, que já ultrapassa metade de toda a população nacional, representa não só uma condição estética, mas diversos problemas de saúde. Esses problemas, por sua vez, precisam ser tratados pelo Sistema Único de Saúde e geram gastos altíssimos por ano. E ainda assim, deixam a desejar. Parafraseando Sebastião Wanderley: “A saúde pública brasileira está na UTI”.

Dessa forma, fica evidente que a melhor medida mitigatória é o incentivo. O governo deve, por meio de auxílios financeiros, investir no cultivo de alimentos orgânicos a fim de aumentar o acesso e reduzir o preço dos mesmos. E, principalmente, contratar profissionais que ofereçam, gratuitamente, esportes e atividades físicas nas escolas e espaços públicos para todas as idades. Reforçando sua importância como forma de prevenção de doenças e estimulando o gosto pela vida ativa.