Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 16/10/2017
A obesidade se alastra pelo mundo como o problema de saúde pública com uma das maiores taxas de crescimento, segundo a Organização Mundial da Saúde, superando, inclusive, o número de pessoas com fome no planeta. A associação de excessos alimentares e sedentarismo podem causar distúrbios no funcionamento do corpo, seja de adultos e também crianças.
A escassez alimentar, há alguns anos, era a maior adversidade a ser enfrentada. Atualmente, o consumo exagerado de alimentos “fast food”, pouco nutritivos e muito calóricos, sobrepõe-se em números a quantidade de famintos no mundo, logo, ao crescente caso de pessoas obesas. Além disso, a insuficiente prática de atividade física colabora para alterações no metabolismo, que leva ao acúmulo de um excedente na gordura corporal, ou seja uma verdadeira bomba relógio para o organismo de um sedentário.
Para a saúde pública, a obesidade é uma porta de entrada para as mais variadas doenças como: hipertensão, diabetes, cardiopatias, entre outras, o que piora drasticamente a qualidade de vida do indivíduo, além de provocar um crescimento na fila de hospitais e na dependência de medicamentos, visto que boa parte das patologias são crônicas e cada vez mais os jovens e crianças são vítimas da obesidade, por conta dos hábitos alimentares desregulados.
É necessário amenizar essa problemática e para isso vários agentes devem interagir. A escola, como meio de socialização, deve oferecer às crianças meios práticos de reeducação alimentar por meio de aulas de culinária e na criação de pequenas hortas, a fim de que todos aprendam e se interessem em como manter uma alimentação saudável. O Governo estadual e municipal também devem disponibilizar mais áreas de lazer e ciclovias para estimular a prática de atividades ao ar livre e a própria sociedade pode ajudar com doação de utensílios e bicicletas apropriados para realização de exercícios, para enfim promover uma melhor qualidade de vida à população.