Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 17/10/2017

O aumento da obesidade no Brasil, e em outros países que passaram por um forte processo de desenvolvimento, é diretamente influenciado pela rotina do mundo industrializado. Dito isto, há simultaneamente, a participação da propaganda alimentícia e da precária educação alimentar em nosso país. Esses fatores acabam afetando mais  as crianças e adolescentes. Criar medidas para combater essa situação é melhorar a saúde e prevenir doenças graves.

No ambiente urbano contemporâneo, a maior parte dos trabalhadores gastam horas no percurso casa-trabalho-casa, e enfrentam longas jornadas de trabalho, dessa forma, as atividades básicas do dia a dia passam a ser prejudicadas, visto que o tempo livre é reduzido. A comodidade de adquirir alimentos prontos passa a ser tentadora, e consequentemente, esse hábito passa a maleficiar a saúde, já que estes alimentos contém níveis exorbitantes de sódio, açúcar e gordura, ingredientes que aumentam o risco de tornar-se diabético e hipertenso.

Convém lembrar que a rotina dos pais é um fator determinante para a saúde dos mais jovens. Estes, com menor tempo para preparar refeições em casa, oferecem alimentos industrializados para seus filhos, sem conhecimento de que estes produtos, divulgados como apropriados para crianças, na verdade, tem índices elevados de açúcar. Em face a essa realidade, passa a ser notável o poder da ação propagandística dos fast-foods, eficientes em seu objetivo de ditar tendências alimentares, tornando-se um grande vilão do declínio da qualidade nutricional consumida.

Uma medida que pode ser utilizada, é a taxação de alimentos processados. O dinheiro arrecadado desses impostos deveria ser revertido em subsídio para produtores de comida saudável, facilitando o acesso da população a estes alimentos por preços menores. O investimento em educação alimentar, e criação de mais academias gratuitas por parte do governo, também seria de forte apoio à prevenção de mais casos de obesidade.