Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 17/10/2017

Platão preconizava que “o importante não é apenas viver, mas viver bem”. Pode-se relacionar a frase do filósofo com um cíclico problema de saúde pública que tem alarmado a sociedade brasileira: a obesidade. O número de cidadãos acima do peso cresce cada vez mais, devido à fatores psicológicos e genéticos e à falta de alimentação saudável e de atividade física. O maior problema é que o sobrepeso vem acompanhado de doenças que afetam o organismo como um todo. Diante disso, tornam-se passíveis de discussão os desafios enfrentados, hoje, no que se refere à questão dos efeitos da obesidade na saúde pública.

A obesidade pode ser hereditária, mas também depende do ritmo de vida de cada um. Muitas pessoas não realizam refeições adequadas devido à falta de tempo, assim acabam optando por alimentos menos nutritivos e mais calóricos que são mais fáceis de serem feitos ou mais acessíveis, como por exemplo fast food e comidas industrializadas. Vários, ainda, não praticam atividades físicas regulares. Uma pesquisa divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) comprova que apenas um a cada cinco brasileiros pratica exercícios físicos e atividades como caminhadas. Além disso, fatores psicológicos, como depressão, ansiedade e estresse, podem fazer com que a pessoa coma demais.

Ademais, a obesidade é apenas o início de uma variedade de problemas que, em conjunto, podem prejudicar ainda mais o indivíduo. De acordo com o Ministério da Saúde, o número de pessoas acima do peso no Brasil já é maior do que a metade da população, atingindo 52% em 2015. O mais preocupante, entretanto, são as consequências disso: além de desequilíbrios psicológicos por sofrerem preconceitos, o sobrepeso abre caminho para a hipertensão, diabetes, complicações no coração, como o infarto do miocárdio, dores musculares e ósseas, entre outros. Em alguns casos as pessoas podem até precisar de cirurgia ou optar por ela, fazendo redução de estômago.

Perante os fatos expostos, medidas devem ser tomadas a fim de diminuir a obesidade na sociedade brasileira. Para isso, cabe ao Ministério da Educação incentivar uma boa alimentação através de palestras educativas em escolas, a fim de começar a tratar o problema desde a base, com conscientização. Além disso, o governo deve estimular a realização de atividades físicas, através de investimentos em ambientes públicos esportivos, para que todos possam praticar. Cabe, ainda, à mídia realizar campanhas, por meio de propagandas, que ressaltem as consequências da obesidade, como hipertensão e diabetes, para antenar todos quanto à isso. Destarte, tomadas em conjunto, essas medidas contribuirão para melhorar a saúde pública no Brasil.