Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 17/10/2017
A obesidade e o sobrepeso são problemas que afetam grande parte da população mundial. Uma das consequências mais comuns que vemos hoje decorrente desse modo de vida um tanto desregrado, são problemas como pressão arterial elevada e infarto agudo do miocárdio (IAM), que ocorre quando placas de gordura estreitam ou entopem, respectivamente, os vasos sanguíneos. Uma vida sem uma educação alimentar adequada e/ou prática de exercícios físicos pode resulta em sérios problemas. E mesmo conhecendo-se os possíveis danos à saúde, por qual(is) motivo(s) o número de pessoas nessa situação não decresce como deveria?
São inúmeras situações que leva alguém a se encontrar em um quadro de obesidade. A princípio ingerir, de forma frequente, calorias que não serão eliminadas em sua totalidade pode dar início a uma batalha com a balança em busca da saúde. Outro fator é o cotidiano que apresenta-se cada vez mais corrido, e obriga de certa forma, as pessoas a optarem por uma alimentação mais rápida, em décadas passadas, por mais que não houvesse tanto a prática de exercícios físicos, as pessoas viviam mais e de forma mais saudável, afinal não tinham que lidar frequentemente com os fast food’s ou industrializados. Com isso, percebemos que gradativamente vai se perdendo o hábito de ingerir o natural, como por exemplo, tomar um suco artificial de laranja é mais prático do que descascar essa fruta para um lanche.
Atitudes como as citadas anteriormente resultam em um sobrepeso que poderá facilmente evoluir para a obesidade se não houver perspectiva de mudança, além do que, após um certo período torna-se um gasto significativo para a saúde pública. Os hospitais passam a ter mais vítimas de IAM, realizar acompanhamentos de pessoas que sofrem com pressão alta, diabetes e outros problemas. Além dos danos visíveis a saúde, é inegável a ocorrência frequente da gordofobia com as pessoas que sofrem os efeitos do sobrepeso/obesidade, o que muitas vezes causa danos psicológicos ao indivíduo.
Sendo assim, é muito importante que junto a pessoa que luta contra a obesidade, esteja o governo propondo mudanças nos hábitos alimentares, com o aumento de taxas fiscais sobre produtos como refrigerantes, doces e outros alimentos hipercalóricos, desestimulando o consumo dos mesmos. As escolas, investindo no ensino de boas práticas alimentares (uma vez que a obesidade pode se apresentar como fator hereditário, combate-la desde de criança é muito importante). Dentro de casa, as famílias também têm suas responsabilidades, como impor limites ao consumo de certos alimentos, incentivando o hábito de uma culinária saudável sem esquecer de combater o sedentarismo para que isso seja refletido nas atitudes das crianças.