Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 18/10/2017
O borbulhar das bebidas gaseificadas. O amarelo impiedoso do famoso império de lanches. A gordurento óleo que dana as veias. Essa é a realidade da alimentação da população mundial que está cada vez mais adepta aos “fast-foods”. A popularidade e disseminação dessas comidas é resultado de uma intensa otimização de tempo e praticidade criada pelo capitalismo, e isso se intensificou no Brasil nos últimos anos. Entretanto, poucos lembram que ao comer esse tipo de refeição, estão contribuindo para um dos males do século: a obesidade. Sabe-se que há muitas razões para ela ocorrer, todavia, qual é a sua relação com os fatores psicológicos? A obesidade está ligada ao emocional?
A priori, engana-se quem acredita que a obesidade está relacionada apenas ao excesso de apetite ou apenas ao regulamento hormonal. Essa opinião do senso comum está, em partes, incorreto, já que muitos dos fatores que condicionam a obesidade estão relacionados ao cérebro, ao psicológico. Um dos pontos mais discutidos pelos psicólogos especializados no tema é a de que muitas pessoas, com um índice de obesidade elevado, acabam ingerindo uma quantidade maior de alimentos porque necessitam preencher um vazio emocional causado por alguma frustração da vida pessoal, tais como sonhos não realizados, perda de entes próximos e ansiedade. Além disso, essas mesmas pessoas ingerem uma quantidade de comida maior porque possuem, em seu subconsciente, a ideia de que com a camada de gordura maior, elas estarão protegidas por barreiras contra a agressividade do mundo.
Por conseguinte, esse tipo de ação “protecionista” das pessoas obesas gera as mesmas problemas de saúde, sociais e psicológicos. Ao que se refere a saúde, verifica-se que pessoas que ingerem refeições gordurosas e não fazem exercícios físicos são as mais propensas a desenvolverem problemas cardio-respiratórios, de mobilidade, diabetes e tem sua expectativa de vida reduzida. Já, quando se refere ao âmbito social, vê-se que a dita “gordofobia” ainda é vigente na sociedade brasileira, e muitas pessoas que estão fora do padrão de tamanho e beleza são discriminadas e excluídas socialmente. O fator psicológico, por fim, é a união dos dois fatores acima, já que por ter problemas de saúde, e por ser excluída socialmente, a pessoa obesa acaba por ingerir mais alimentos, de maneira a querer aumentar a barreira de gordura que supostamente a protege.
Portanto, averiguá-se que o emocional e o psicológico são fatores importantes na hora de se analisar a obesidade, dado o impacto que eles têm sobre as indivíduos. Desta maneira, pede-se por medidas, tais como o incentivo de hábitos esportivos e alimentícios nas escolas do país, realizado pelo Ministério da Educação e o acompanhamento psicológico de pessoas obesas, de todas as idades e etnias, para que o fictício muro que as protege seja combatido, assim como a obesidade no Brasil.