Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 26/10/2017

O crescente aumento do índice de obesidade é um problema que aflige principalmente os países desenvolvidos. Entretanto, no Brasil, nunca foi dada a devida importância a esta questão, pois a todo momento a sociedade é bombardeada por propagandas que valorizam as comidas prejudiciais ao organismo, influenciando as pessoas ao consumo exagerado, trazendo consequências para a saúde da família. Em razão disso, fazem-se necessárias medidas que não só erradiquem o problema, como garantam à população uma vida saudável.

“A massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa.” Tal proposição - proposta pelo escritor George Orwell - permite-nos refletir, em nossos dias, sobre a grande influência  da publicidade na população, sobretudo no que diz respeito ao aumento exacerbado do peso imposto pelo aparato midiático. Em analise mais aprofundada, segundo uma pesquisa realizada pelo curso de nutrição da UFBA (Universidade Federal da Bahia) - a taxa de obesos no país aumentou 44,9%, apenas na ultima década. De maneira oposta a esse episódio, o suporte de campanhas publicitárias ( de conscientização alimentar ) é de fundamental importância para a resolução dessa problemática.

Ademais, como consequência de uma sociedade consumista, segundo um artigo do Sistema Único de Saúde do Brasil, 50% da população brasileira encontra-se acima do peso e 20% desse valor está  obesa. Este fato é preocupante, pois a obesidade é um fator de risco para uma série de doenças, como: hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares. Além disso, nesse mesmo artigo enfatizou-se que as crianças são as mais propensas a possuírem problemas causados por ela, já que além dos fatores genéticos, constatam-se enfermidades mentais e sedentarismo, que geram mais obstáculos cabíveis de medidas para o governo, causando mais prejuízos, visto que cuidados serão necessários caso tais doenças ocorram.

Vale ressaltar que a mídia tem o papel de informar, de expor ideias e de formar opiniões. Sendo assim, é necessário que ela difunda constantemente propagandas com nutricionistas mostrando a sociedade os perigos de uma alimentação irregular, para que assim a população passe a ter mais cuidado com o que sua família ingere, prevenindo as possíveis doenças derivadas da obesidade. Ademais, é preciso que o Ministério da Saúde implante nas escolas a disciplina de educação alimentar, para que as crianças e seus pais - por meio da interação familiar-  sejam educados a terem uma boa alimentação e a se exercitarem com frequência, no intuito de formar cidadãos mais saudáveis. Sendo assim, será possível eliminar o problema.