Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 23/10/2017

Juntamente com o surgimento da era contemporânea e as facilidades por ela proporcionadas, consolidou-se, no panorama mundial, um novo estilo de vida pautado no sedentarismo e no descompromisso com a qualidade da alimentação, algo fortemente encorajado pela disseminação das redes de fast food. É indiscutível, portanto, o efeito de tais costumes para o agravamento da obesidade e, consequentemente, para a maior propensão das pessoas a doenças, tornando necessária uma solução imediata.

Nesse sentido, exemplificadamente, o filme Wall-E, ao reproduzir um futuro pós-apocalíptico, exibe o retrato de uma sociedade altamente obesa e sedentária, na qual as pessoas tornaram-se completamente dependentes do uso de máquinas, até mesmo para realizar atividades simples, como se locomover. Da mesma forma, o mundo real parece caminhar, aos poucos, para uma realidade análoga. No Brasil, isso é expresso pelo crescente número de sedentários e pelos mais de 20 milhões de obesos, pessoas consideravelmente mais propensas a adquirir doenças de risco, como problemas no coração, hipertensão, diabetes e o aumento do colesterol.

Pode-se destacar, além disso, o problema da obesidade infantil, que leva milhares de crianças no Brasil a terem problemas de saúde na mais tenra idade, o que torna a reeducação alimentar algo extremamente difícil, devido à faixa etária tão jovem dos indivíduos. Segundo os sociólogos Theodor Adorno e Max Horkheimer, a Indústria Cultural, representada pelos meios de comunicação, é responsável por ditar o comportamento da sociedade moderna. Dessa forma, a mídia nacional, além de apresentar conteúdo de publicidade infantil, - influenciando o consumo de produtos industrializados pelas crianças, agravando a obesidade destas - apresenta-se insuficiente no que remete à conscientização das pessoas para uma alimentação saudável.

Medidas, portanto, são necessárias para resolver o impasse. O Ministério das Comunicações deve impor a obrigatoriedade aos meios midiáticos de realizar anúncios televisivos que tratem da importância do combate à obesidade e os riscos que ela ocasiona. Outrossim, o MEC deve instituir, nas escolas, palestras voltadas à promoção da prática de exercícios físicos e da alimentação saudável, além de nutricionistas, a fim de acompanhar melhor a alimentação dos alunos.