Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 20/10/2017

Obesidade como resultado de um déficit na educação na infância

Segundo a OMS(Organização Mundial da Saúde) saúde é “um estado de de completo bem-estar físico,mental e social e não somente a ausência de enfermidades”. Considerando a afirmação percebe-se que o sobrepeso e a obesidade são problemas de saúde atuais no Brasil. Isso pode ser comprovado por dados e entendido como decorrência de uma deficiência na educação física e alimentar durante a infância.

Em princípio, deve-se ressaltar que segundo uma levantamento da ONU( Organização das Nações Unidas) intitulado " Panorama da Segurança Alimentar e Nutricional da América Latina e Caribe", 54,1% dos adultos do Brasil tinha sobrepeso em 2014 e cerca de 20% eram obesa. Esses dados coincidem com os do Ministério da Saúde do país, onde encontra-se que 18,9% dos brasileiros tinham esse transtorno em 2016. Esses números alarmantes refletem um grave problema de saúde publica na nação, demando uma urgente ação do Estado. Essas pesquisam revelam que grande parte da população não possui hábitos alimentares saudáveis e não praticam exercícios físicos diariamente, o que pode levar a enfermidades como hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares. A situação implica na necessidade de uma reeducação alimentar e a iniciação de práticas que exercitem o corpo por grande parte da população.

Ademais, vale ressaltar que a infância é a etapa de formação do indivíduo, logo é nela que deve haver maiores esforços. Durante o desenvolvimento do cidadão nessa fase da vida existem dois principais agentes, a família e a escola, eles são responsáveis pela educação em todos os âmbitos. O trabalho em conjunto dos dois para o incentivo à prática de exercícios e à boa alimentação é imprescindível. A família deve dar bons exemplos e educá-los nesse aspecto. A escola não deve deixar isso limitado ao meio familiar, promovendo a prática física diária e oferecendo uma alimentação saudável. Cada um deve cobrar comprometimento do outro.

Dado o exposto, para resolver o problema, o Estado deve prover todas as escola públicas de profissionais nutricionistas. Também deve veicular à mídia propagandas que abordem o tema, conscientizando e promovendo o debate com a população. As escolas devem promover atividades físicas diariamente, seja em aulas de educação física ou nos intervalos entre aulas. No ambiente familiar dever haver bons exemplos e o incentivo de práticas de exercícios e de uma alimentação adequada.